O PÚBLICO revela hoje a existência de uma intenção de a Região apresentar um candidato às eleições presidenciais de 2021, apontando mesmo o nome de Miguel Albuquerque nesse quadro de objetivos. Tudo para fazer face ao que denomina de “situacionismo” do atual Chefe de Estado, um social democrata, que já foi líder do partido e que sempre constituiu uma reserva importante do PSD, relativamente aos assuntos pendentes da Região com a República.
O Funchal Notícias sabe que o próprio Miguel Albuquerque já terá garantido que nas presidenciais, “a Madeira vai apresentar um candidato próprio a Belém”, como forma de expressar o descontentamento da Região face aos constantes adiamentos de decisões naquilo que são as reivindicações regionais ao longo dos tempos, por parte do Governo socialista de António Costa, agravadas agora face à falta de resposta concreta sobre os pedidos já lançados pela Madeira para enfrentar as consequências da prevenção da saúde, mas também nas consequências das medidas adotadas que fragilizaram a economia e remetem o futuro para dificuldades acrescidas. A alteração à Lei de Finanças Regionais e o adiamento das tranches a pagar pela Região, no âmbito dos compromissos do PAEF, são exemplos.
Além disso, as declarações de António Costa, primeiro-ministro de um governo PS, dando praticamente o apoio à recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, afirmando que a próxima visita à Autoeuropa será lado a lado com Marcelo reeleito, veio provocar não só algum incómodo no próprio PS, que assim nem precisa de ter candidato próprio, o que não deixa de ser complicado para um partido de governação, mas também em alguns setores do PSD que não estão contentes com o que consideram um posicionamento do atual Presidente da República, de proximidade e cumplicidade com o PS.
Para já, não está nada assente que um eventual candidato sustentado na base do PSD-Madeira venha a concorrer à presidência da República, o que a acontecer seria um combate bastante complexo em função da popularidade de Marcelo. Muitos encaram este “passo em frente” de Miguel Albuquerque, enquanto líder do PSD-M, mas que até pode não ser o “tal” candidato da Região, como uma forma de pressão com “recados” em diversas direções, ao próprio Presidente, que não intervém numa situação em que a Madeira precisa urgente de ajuda, ao primeiro-ministro, que não dá resposta embora mande “emissários” com garantias, como foi o caso de Ana Catarina Mendes, e também ao próprio PSD, enquanto partido que alguns setores regionais consideram pouco firme nas posições reivindicativas e enquanto papel de oposição ao atual governo central.
Uma eventual candidatura de Albuquerque, segundo nos foi avançado por diversas fontes ligadas ao partido na Região, poderia funcionar como uma “porta aberta” para Miguel Albuquerque sair da liderança da governação, ideia que vem sendo “amadurecida” há algum tempo na sequência de manifestações do próprio presidente do Governo de não querer manter-se muitos anos à frente do Governo Regional, nem de perto nem de longe como o seu antecessor, Alberto João Jardim.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





