
Por Rui Marote
Estepilha, já tenho saudades de inaugurações ! Confinamentos, diz o povo, “jamais”. Que é como diz, nunca mais…
Reza a história que ” santos ” tapados eram descerrados no sábado de Aleluia. Mas esta quarentena foi “madrasta” para o monumento na rotunda Bernard Henry Foster, do escultor Amândio de Sousa, assinalando o encerramento das comemorações dos 600 anos e cuja inauguração estava agendada para 27 de Março com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, o nosso Presidente. O monumento ficou bem embrulhadinho, é assim que nos sentimos, um pouco, depois desta “embrulhada” do isolamento.
No contexto político, a presença do mais alto magistrado da Nação nem é o melhor para contar, uma vez que as contas, agora, são outras e estão viradas para outros problemas, a Lei de Finanças Regionais ou as tranches do PAEF. As relações com o Terreiro do Paço e Belém navegam em águas turbulentas e a estátua promete ficar ali, na rotunda, durante algum tempo mais, confinada e com proteção no “corpo” todo.
A “descoberta” do arquipélago prolonga-se e as caravelas continuam ao largo num periodo indefenido de quarentona. Como na Madeira, às vezes as estátuas até “andam”, nunca se sabe onde vai parar a escultura ali colocada para ser “descoberta” pelo número um das selfies em Portugal.
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