
O padre José Luís Rodrigues defende que não há razões para a manutenção das missas mediatizadas, uma vez que a Diocese do Funchal, em articulação com o Governo Regional, decidiu abrir, a partir de hoje, as igrejas.
No entanto, os receios permanecem e são evidentes nas populações. Desde logo, porque nesta reabertura dos templos, também foi recomendado que os grupos de risco continuassem a assistir às missas pela televisão ou redes sociais. A questão é de saber se, quem pode participar, presencialmente, nas missas o fazem ou se se retraem com receios de contágios.
O FN publica a reflexão do padre José Luís Rodrigues, divulgada na sua página do Facebook.
“As portas das igrejas reabrem. Vamos ver se não acontece como a maioria do pequeno comércio que está às moscas.
Assim sendo, vamos também terminar por ora a transmissão das Missas via facebook como fizemos nos Domingos da quarentena com as portas das igrejas fechadas. Não se justifica, porque não faltam missas na internet, na rádio e na televisão para o fim que estão determinadas, pessoas doentes e incapacitadas. Se fosse para todas as paróquias continuarem com a missa mediatizada não fazia sentido reabrir as igrejas.
Por isso, a Missa mediatizada serve para as ocasiões específicas, como alternativa, mesmo que muito limitada como esta que vivemos, porque só faz verdadeiramente sentido a celebração da Eucaristia com a presença, porque estar na Missa não é para assistir, mas para participar. Um exemplo, olhemos para a escola mediatizada como estamos a ver funcionar agora, que até é interessante, mas não é suficiente, falta o calor humano, o convívio e a confraternização dos alunos entre si e com os professores. Não podemos perder estes valores sobrepondo-os à vida totalmente tecnicizada. Por isso, a escola e a celebração da Missa e todos os outros Sacramentos são como as nossas refeições em casa ou são presenciais ou então vamos ficar com fome.
Neste sentido, vamos terminar com a mediatização da Eucaristia e apelamos a todos os que podem sair de casa que venham às suas igrejas, com todos os cuidados sanitários necessários para não serem prejudicados e não prejudicarem ninguém. Tenho dito que provavelmente a nossa geração nunca tinha tido um tempo tão favorável para pensar nos outros. Esta é a ocasião mais propícia para nós vivermos intensamente o desafio, que ouvimos tantas vezes, mas que também tantas vezes entra a 100 e sai a 500: «amar a Deus e ao próximo é o maior de todos os mandamentos» (Mt 22, 37-39; Mc 12, 28-34).
Continuemos animados na esperança que com toda a certeza melhores dias virão para todos.”
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