Denúncia ao Funchal Notícias: jovens em quarentena no Hotel Dom Pedro/Machico denunciam condições escandalosas de alojamento

 

 

O exemplo de uma secretária de trabalho com pouco espaço sequer para o estudo. Fotos DR.

O alojamento de alguns estudantes madeirenses na unidade hoteleira Dom Pedro, em Machico, que estão de quarentena, está a gerar descontentamento.

Um dos estudantes denunciou ao Funchal notícias as condições bastante precárias dos quartos. Regressados à Madeira há dois dias, alguns destes jovens estudantes do ensino superior, para além de estarem emocionalmente debilitados, têm de acompanhar as aulas on line, assim como a entrega de trabalhos, e dizem que o empreendimento turístico onde estão em quarentena não reúne as condições mínimas essenciais.

Desembarque no Aeroporto da Madeira sem controlo. Todos bem juntinhos.

Desde logo, à chegada ao Aeroporto da Madeira, revelam que não houve qualquer controlo, nem testes nem medição de temperatura. Todos alinhados numa fila, juntos uns aos outros à espera que tirassem os dados individuais para levar os passageiros a um hotel. Questionados sobre o teste, foi dito que só o fazem ao 13 ou 14.º dias.

Chegados ao Hotel Dom Pedro, há quartos sem varanda, porque, segundo a receção, só os fumadores é podem ter quarto com varanda. No quarto, só há uma ficha para ligar o computador – instrumento fundamental de trabalho do estudantes com ensino on line, e uma exígua mesa. Se alguém quiser carregar o telemóvel e fazer outras tarefas já fica limitado. Quando questionam a receção, o trato também não tem sido cordial.

Quartos sem varanda, reservados aos fumadores.

“A situação já é tão insólita e emocionalmente difícil e ainda temos que levar com respostas prepotentes. São 15 dias que vamos estar confinados a um espaço sem as condições adequadas. Não importam que sejam condições modestas mas que reúnam os requisitos mínimos, porque estamos a trabalhar. Temos de enviar trabalhos aos professores. Além disso, não vamos pedir aos nossos pais para passarem por aqui porque há questões de segurança e de saúde públicas”, alertam ao FN

Na primeira noite, os lençóis eram tão finos que passaram frio. A situação não melhorou após a reclamação.

Há jovens que, após exporem as suas reivindicações, tiveram a promessa de mudar de quarto. Mas o clima que se vive é de insatisfação face às condições do alojamento.

Lençóis frios que não aquecem quem já está emocionalmente fragilizado e isolado.

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