
A Câmara Municipal de Santa Cruz veio a público, hoje, lembrar que “no passado dia 21 de abril, enviou, à Secretaria Regional da Educação, um ofício no qual informava que, após um levantamento feito por esta autarquia, existem 249 alunos estão a passar carências alimentares decorrentes do fecho das cantinas escolares no âmbito das medidas de contenção da COVID-19”.
A Autarquia diz que não só não obteve resposta como ouviu, através da RTP-M, declarações do secretário a dizer que não havia necessidade de reabrir as cantinas. E resolveu tomar posição crítica sobre as opções do Governo, designadamente de “favorecimento” às Casas do Povo, que classificou como “braços armados” do Governo.
A Câmara liderada por Filipe Sousa lembra que a informação, relativamente aos jovens com carências, foi prestada “aos nossos serviços sociais e de educação e partiu dos estabelecimento de ensino do concelho e a nossa proposta ia no sentido da Secretaria da Educação reativar os procedimentos já existentes e orçamentados pelo Governo, garantindo assim o acesso à alimentação por parte das crianças provenientes de agregados familiares mais pobres. As cantinas escolares confecionariam os alimentos e a Câmara Municipal de Santa Cruz ajudaria neste processo, chamando a si a entrega ao domicílio das refeições”
Até agora, refere a Câmara Municipal de Santa Cruz, “não recebeu qualquer resposta a esta comunicação institucional por parte da Secretaria de Educação. Algo que não nos espanta, nem surpreende. O que nos espanta e surpreende é que ontem, em declarações à RTP, o senhor secretário da educação tenha afirmado que não vê necessidade de reabrir as cantinas escolares, pois esse tipo de ajuda está a ser disponibilizado pelas juntas de freguesia, câmaras municipais e Casas do Povo”.
Diz a Câmara que “no caso das Casas do Povo não sabemos de nada, até porque apesar de terem sido céleres as transferências de verbas para aqueles braços armados do Governo Regional, à autarquia de Santa Cruz nunca chegou qualquer pedido de informação sobre quais seriam as famílias a passar necessidades”.
Quanto às juntas de freguesias e autarquias, “aproveitamos para informar que as nossas juntas de freguesia estão a distribuir cabazes às famílias mais carenciadas, e que a Câmara de Santa Cruz vai reativar o Fundo de Emergência Social e vai abrir muito brevemente inscrições para acesso a Tickets de alimentação. Esta necessidade de avançar sustenta-se, como bem se vê, no silêncio reiterado da Secretaria da Educação, e no autismo de quem não quer ver as dificuldades que as famílias estão a enfrentar”.
A Câmara de santa Cruz diz que “mesmo sem qualquer apoio do Governo Regional, que prefere injectar dinheiro nas Casas do Povo, tudo faremos para que as nossas crianças não passem fome”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



