O secretário regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, procurou explicar hoje, perante a pergunta do jornalista do FN na conferência de imprensa diária do IASAÚDE, porque não foi utilizado o hotel “Pestana Churchill”, situado na baixa camaralobense, para instalar doentes de Covid-19. A justificação, porém, traduziu-se do nosso ponto de vista numa explicação pouco clara. Recorde-se que a escolha da unidade hoteleira “Village Cabo Girão” gerou contestação da população das imediações, que se revoltou contra o facto de não ser usado o “Churchill” primeiro, hotel situado precisamente no epicentro de uma cadeia de transmissão local. O que, do ponto de vista expresso por populares inclusive ao edil camaralobense, Pedro Coelho, faria muito mais sentido.
A Polícia acabou mais tarde por dispersar os descontentes que se juntaram no local, tendo supostamente começado já hoje para o “Village” a transferência de 22 pessoas com Covid-19 do bairro “Nova Cidade”, processo que, no entanto, deverá prolongar-se ao longo de dias. Entretanto, a resposta de Pedro Ramos ao porquê de não ter sido utilizado o “Churchill”, e de houve alguma recusa da administração desta unidade hoteleira, ficou com esta resposta: “Desde domingo, deste que foi anunciado que esta cerca [sanitária] precisava de ser instalada, que temos vindo a trabalhar para a necessidade de situações especiais. O Governo, a Câmara, o SESARAM, o IASAÚDE têm trabalhado em conjunto (…) no sentido de arranjar a melhor solução. Quando se escolhe uma unidade hoteleira, temos de ver as suas características, e de facto temos uma engenheira no SESARAM (…) que tem estado envolvida na escolha das outras unidades hoteleiras. De facto, esta unidade [Village, no Cabo Girão] pareceu-nos a mais indicada, e por isso é que foi escolhida (….) Esta decisão pareceu-nos a mais acertada”.
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