
A abstenção mais uma vez atingiu números tremendos, o que nos deve fazer reflectir sobre que democracia queremos.
O partido “Aliança” lamentou esta noite em comunicado os “números tremendos” da abstenção, que “nos deve fazer reflectir sobre que democracia queremos”.
Enumerando os temas-chave que escolheu para este acto eleitoral, tanto na RAM como no país, as questões da demografia, do clima e do crescimento económico, aproveitou para comentar esta eleição voltando a falar neles.
“Se a população mundial continuar a crescer, na Europa e, em particular, em Portugal e na Madeira, teremos uma redução substancial do número de residentes nos próximos anos (de 260 mil para 210 mil no cenário central do INE para 2040). A acompanhar esta diminuição teremos um envelhecimento da população com uma diminuição dos jovens (<17 anos) de 40% e um aumento dos idosos (>65 anos) de 85%. Que políticas e respostas teremos para esta profundo alteração que implicará a redução para metade dos jovens, por exemplo no sistema de ensino e na Universidade? Como vão reagir ao aumento para o dobro da população mais idosa com efeitos enormes no equilíbrio dos sistemas de saúde e de segurança social? Que estratégias serão desenvolvidas para atrair e reter jovens qualificados na região e no país?”, interroga.
Já na matéria do clima, constata este partido que o aumento previsto das temperaturas deverá superar até as piores estimativas dos cientistas. A consequência imediata será um aumento dos fenómenos climatéricos extremos, a subida do nível das águas e a destruição da biodiversidade, vaticina.
“Que influência terão estes fenómenos no equilíbrio ecológico das nossas ilhas (80% da biodiversidade da Europa está nas regiões ultraperiféricas)? E que impactos no turismo com a dependência dos transportes condicionados, não só pelas emissões, mas também pelas conhecidas limitações do principal aeroporto? Como planeamos disponibilizar o acesso à água potável a todos os cidadãos? Qual o impacto do acordo de Paris no nosso modo de vida?”, pergunta-se.
Finalmente, em matéria de crescimento económico, o partido diz que o eixo Atlântico onde estamos deixou de ter a importância geoestratégica que já teve. “Que significado terá esta alteração para as políticas e fundos europeus dos quais dependemos enquanto região e país? A mobilidade é fundamental no século XXI, que modelo teremos para ir e vir enquanto ilhéus, no âmbito da continuidade territorial? Que impactos terá no Centro Internacional de Negócios que representam uma parte significativa da economia da região? Como nos conseguiremos adaptar ao quadro comunitário 2021/27, que será porventura a última oportunidade de mudarmos o sistema económico?”, mais uma vez pergunta.
Mas, conforme honestamente constata, “os temas que apresentamos ao eleitorado não foram apelativos e o partido teve um mau resultado nestas eleições”.
“Para além da definição dum plano de trabalhos para a próxima legislatura, nesta eleição o objectivo assumido era eleger representação na Assembleia da República 8 meses após o congresso fundador, essa é a meta que definimos para este acto eleitoral”, conclui o “Aliança” de forma lacónica.
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