
Foi cabeça de lista às Regionais em todas as Eleições, desde 1996. Em entrevista ao Funchal Notícias avança que será ele o cabeça de lista às Regionais de 2019, “de acordo com uma orientação assumida pela CDU”.
FUNCHAL NOTÍCIAS: Edgar Silva foi cabeça de lista às Regionais em 1996, 2000, 2004, 2007, 2011 e 2015. Será também em 2019?
EDGAR SILVA: Tenho encabeçado as candidaturas da CDU, desde 1996, ao Parlamento Regional. E de acordo com uma orientação assumida pela CDU para as próximas eleições regionais deverei ser o cabeça de lista nesta candidatura.
FN: Está desiludido com o último resultado do partido nas Europeias ou são águas passadas?
ES: Não estou desiludido com o resultado eleitoral da CDU para o Parlamento Europeu. A CDU merecia muito mais! Pelo trabalho realizado pelos deputados da CDU no Parlamento Europeu e pela qualidade do desempenho dos candidatos nos debates e nas iniciativas da campanha a CDU merecia mais, muito mais. Mas, a eleição dos dois deputados garante que no Parlamento Europeu continuaremos a ter deputados vinculados à defesa do interesse nacional e não, ao contrário dos outros, deputados que são os representantes dos interesses da UE em Portugal.
FN: Quais os objectivos do PCP para as Regionais de 2019?
ES: Nas Regionais de 2019 os nossos objectivos são os de derrotar a política de direita e contribuir para a concretização de uma alternativa política e de uma política alternativa para a Região. Mais do que uma mera alternância, queremos que um novo rumo seja viável para a Autonomia, com “Justiça Social e Justiça Ambiental”. Não basta que mudem as moscas!
FN: Será desta que Herlando Amado assume um lugar em São Bento?
ES: A Herlanda Amado encabeçará a candidatura da CDU à Assembleia da República e, se os trabalhadores e o povo desta Região o quiserem, poderá corresponder a uma nova etapa e inovadora acção de luta por mais e melhor Autonomia, por mais e melhor democracia para a Região Autónoma da Madeira.
FN: Teme que o aparecimento de novos partidos (Aliança, Iniciativa Liberal, PURP, etc.) contribuam para a dispersão de votos e, com isso, o PCP seja prejudicado?
ES: Os novos partidos e coligações foram ao longo dos últimos anos uma das componentes do quadro político. Muitos já desapareceram, desfizeram-se ou foram ilegalizados. Entretanto, formaram-se outros partidos… São processos que não são novos.
FN: Das 6 Legislaturas em que participou qual foi a mais desafiadora?
ES: Em cada uma das Legislaturas configuraram-se desafios políticos muito específicos e corresponderam a patamares diversificados da vida democrática.
FN: Recorda-se de algum episódio que o marcou nas 6 campanhas eleitorais para as Regionais em que participou?
ES: De todas as campanhas e batalhas eleitorais o episódio mais marcante aconteceu nas últimas Eleições Regionais de 2015: na noite eleitoral a CDU consegui, pela primeira vez, retirar a maioria absoluta ao PSD e elegeu o terceiro deputado. Durante cerca de duas horas a situação política regional alterou-se radicalmente. Depois, movimentaram-se determinados factores que fizeram com que, por meia dúzia de votos, o PSD tivesse passado a ter mais um deputado e tivesse recuperado a maioria absoluta.
FN: Foi candidato a presidente da República em Outubro de 2015. O professor Marcelo Rebelo de Sousa tem defraudado as suas expectativas?
ES: Marcelo Rebelo de Sousa tem uma interpretação peculiar das funções presidenciais, que na campanha eleitoral tivemos oportunidade de apontar.
FN: Quem acha que vai ganhar as eleições Regionais em 2019?
ES: Nestas eleições estará em causa a eleição dos deputados para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira. E o que estará em causa não é apenas qual a candidatura com mais votos. Porque, tal como aconteceu nas últimas eleições legislativas nacionais, embora o PSD/CDS tenham conseguido mais votos, não venceram as eleições e não conseguiram formar governo… Então, a correlação de forças no Parlamento é que poderá ditar quem “vencerá” as próximas eleições regionais. Um dado me parece muito provável, é que nenhuma das candidaturas por si só e isoladamente conseguirá ter uma maioria absoluta.
FN: Que comentário faz à revogação da suspensão “à divinis” ao Pe. Martins Júnior?
ES: A decisão do Bispo do Funchal relativamente ao Pe. Martins Júnior, sendo um antigo problema interno da Igreja Católica, terá prevalecido o bom senso do Bispo da Diocese.
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