
O líder do CDS Madeira veio a público demonstrar a sua indignação com o fim da tarifa de desporto imposto pela TAP. E Rui Barreto não poderia ter ido mais quando instigou a “uma revolta total” de todos os partidos, clubes e federações. No final de uma reunião com o presidente da direcção do CS Marítimo, Carlos Pereira, ao fim da tarde desta sexta-feira, para conhecer o impacto da medida anunciada pela transportadora área nacional, Rui Barreto fez um apelo à união face “à gravidade da situação”.
O líder daquele partido de oposição acusa a TAP de “obrigar os clubes regionais a voltarem ao tempo do Estado Novo, em que as equipas insulares não participavam nos campeonatos nacionais. E mesmo quando houve abertura para isso, na época de 1972-1973, tome-se como exemplo o que se passou o CS Marítimo. Nessa época o clube dispôs de uma vaga para disputar a liguilha entre os últimos da então II Divisão e os primeiros da III Divisão, mas a coletividade madeirense foi obrigada a condições de discriminação, tendo ficado lavrado nos acordos obtidos com os dirigentes nacionais do desporto que o clube ficaria “encarregue das despesas das viagens das equipas adversárias e das respetivas equipas de arbitragem”.
Quase meio século depois, o problema volta a colocar-se, lembra Barreto. O fim da tarifa do desporto “é de uma gravidade enorme”, explicou o líder centristas, que recebeu do presidente do CS Marítimo um caderno com o estudo do impacto financeiro nas contas do clube caso a medida não seja anulada. “A tarifa fixa é de 285 euros e o seu fim, tomando como exemplo o Marítimo, que adianta à conta das viagens 1,5 milhões de euros, só a decisão do presidente da TAP levará a um agravamento de 405 mil euros”, salientou.
“Temos de nos revoltar todos. Todos os partidos, todos os clubes e todas as federações”, apelou Rui Barreto. “Tomemos uma posição forte, em uníssono, em defesa do desporto regional e para que o Governo da República intervenha junto da TAP. Não somos uma província qualquer. Já houve um tempo, durante o Estado Novo, e m que não s permitia que as equipas regionais participassem nos campeonatos nacionais ou equipas nacionais viessem à Madeira. Demos grandes passos na defesa da Autonomia, com a nossa gente, não vamos permitir agora um retrocesso vergonhoso no que toca à tarifa do desporto. Peço ao senhor primeiro-ministro que se empenhe fortemente e respeite a Constituição Portuguesa e que respeite a Madeira e os Açores. E o senhor Presidente da República tem que intervir, tem intervindo em tanta matéria, também tem de intervir nesta que é uma vergonha nacional. Peço a todos os partidos, a todos os clubes e federações que se juntem a nós para que esta medida não vá adiante”.
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