SESARAM faz “contextualização técnica” de notícia que dá conta de 50 mil exames em atraso

A Secretaria Regional da Saúde emitiu um comunicado na sequência de uma notícia publicada na primeira página do Diário de Notícias de hoje, intitulada: “SESARAM com 50 mil exames em atraso”, por considerar “que a mesma descreve factos que carecem de contextualização técnica”.

Por isso, vem informar que “a Lista de Espera de uma unidade saúde é dinâmica e flutuante. Os números apresentados e uma vez mais noticiados, já foram alvo de apresentação pública, já foram discutidos e analisados na Comissão de Inquérito na Assembleia Regional, e constam do microsite do SESARAM”.

“Contudo”, diz o SESARAM, “cientes de que os números apresentados são superiores à realidade, está a decorrer um trabalho exaustivo para apurar os números reais, bem como definir critérios clínicos mais claros e objectivos para integrar as listas de espera. As conclusões deste trabalho serão apresentadas publicamente até ao final do mês de Junho. Importa ainda realçar que a implementação do Programa de Recuperação de Lista de Espera, em finais de 2015, já permitiu a realização de mais de 2.000 cirurgias”, congratula-se o Serviço de Saúde da RAM.

O SESARAM diz que nos últimos anos, “têm sido implementadas algumas medidas cujo principal objectivo é reduzir o número de lista de espera. Uma delas passou pela nomeação de um grupo de trabalho com especialistas nas diferentes áreas (consulta, cirurgia e exames)”.

A par da lista da espera, acrescenta, “importa sublinhar a actividade produtiva crescente no SESARAM, nos últimos anos: em 2017 e 2018 o SESARAM realizou mais de 515.000 consultas de especialidade, 25.600 cirurgias e 210.088 exames complementares de diagnóstico”. No mesmo período, afiança, foram ainda reembolsados 28.412 exames, por parte do IASAÚDE, realizados no sistema privado”.

“A estes números importa ainda acrescentar o número de doentes tratados no internamento, os doentes tratados em hospital de dia, as sessões técnicas realizadas, os números de tratamentos realizados e ainda os doentes atendidos nos Serviços de Urgência, assim como temos ainda que adicionar toda a actividade produzida nos centros de saúde da RAM, que num só ano (ano de 2018),  contabilizou mais de 800 mil atendimentos”, refere-se no comunicado enviado às Redacções.


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