CDS aponta que há muito que aperfeiçoar no estatuto da ultraperiferia

O líder do CDS – PP Madeira considerou hoje que há um longo caminho a percorrer no aperfeiçoamento do estatuto da ultraperiferia e assumiu que o seu partido empenhar-se-á em Bruxelas na defesa do princípio da coesão territorial.
A candidatura do CDS-PP Madeira ao Parlamento Europeu esteve em contactos com as populações de Santa Cruz (sábado é a vez da Ribeira Brava). Margarida Pocinho, acompanhada do líder regional Rui Barreto, do deputado António Lopes da Fonseca, do presidente da concelhia local, Pedro Freitas, e de Luís Madruga, explicaram a importância da União Europeia para a Madeira, a relevância de ir votar para não deixar o projecto europeu cair nas mãos de populistas e nacionalistas e a contribuição dos fundos comunitários para o desenvolvimento da Região e do país, refere uma nota do partido.
“Temos de nos apoiar no princípio da ultraperiferia para canalizar fundos europeus para a mobilidade, nomeadamente uma linha ferry de passageiros e carga, entre a Madeira e o continente”, disse, para sustentar uma nova ideia. “Julgo até que os custos dessa operação devem ser tripartidos:  verbas da Região, verbas da República, pelo princípio da continuidade territorial, e verbas da União Europeia pela princípio da ultraperiferia”.
O líder do CDS Madeira entende que “não estamos a aproveitar os fundos da melhor forma, em particular no apoio à produção regional, aos custos com os transportes”.
“Aprendamos com os melhores. O governo de Canárias tem fundos europeus para apoiar a 100% a exportação de produtos regionais até ao continente europeu, sejam produtos agrícolas, pesca ou artesanato. Existem fundos europeus para colmatar os sobre custos da ultraperiferia e nós não estamos a usá-los para isso”, apontou.
O CDS- PP considera necessário  “adequar os fundos à defesa dos produtos regionais, colocá-los num grande centro de consumo como é o continente português e a partir daí difundi-los, apoiando a produção regional e os produtores, incentivando-os a produzir mais”, sugeriu o líder da oposição regional, para concretizar:  “Mais produção é mais riqueza, é mais emprego e dá ânimo à nossa gente. Temos de direccionar os fundos para quem quer trabalhar. Os fundos da agricultura não estão a chegar aos agricultores e a Madeira tem desperdiçado verbas para essa área”, referiu.
Rui Barreto apontou a burocracia com os processos de candidatura como outro problema: “É muito difícil para quem quer investir, para quem quer fazer negócio e cultivar a terra”, afirmou.

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