A vereadora do CDS-PP Madeira na Câmara do Funchal estranha que só depois das denúncias relacionadas com os atrasos no pagamento dos salários da empresa municipal Frente Mar, a autarquia liderada por Paulo Cafôfo venha argumentar que afinal “tem até ao dia 8 do mês para proceder ao pagamento”.
Ana Cristina Monteiro, no final da reunião do Executivo, esta quinta-feira, disse à comunicação social que “esta foi a reposta que me deu o próprio presidente da Câmara quando o confrontei com o problema”, resposta que a autarca considera própria de quem “constrói uma realidade própria quando é confrontado com a realidade dos factos”.
“Quando é para fazer propaganda, a CMF diz que cumpre antecipadamente, mas hoje (ontem), disse que tem até ao dia 8 para fazer o pagamento dos salários”, referiu a vereadora. “O que vemos é que o senhor presidente fala muito das pessoas e da proteção dos trabalhadores, mas por outro lado não cumpre e utiliza a propaganda política para esconder a situação que agora está à vista de todos”, disse.
Ana Cristina Monteiro lembrou que “no espaço de 8 dias, a situação financeira da Frente Mar é a prova de que a realidade não se pode esconder com propaganda”, e recordou que foi o líder do CDS, Rui Barreto, quem denunciou na Assembleia Legislativa que as contas da empresa municipal estava penhoradas.
Daí para cá, mais dois casos foram conhecidos. O litígio com um funcionário da Frente Mar irá custar 300 mil euros aos contribuintes. Que grande parte dos trabalhadores da Frente Mar não recebeu os salários na data que costuma receber. “A Frente Mar é uma empresa municipal, da CMF, logo o seu presidente é o principal responsável”, respondeu Ana Cristina Monteiro quando perguntada de quem é a culpa. “O presidente conhecia a situação da Frente Mar e tomou a decisão de tornar a empresa auto-sustentável, com verbas das receitas dos parquímetros. Se a situação era conhecida e se tomou decisões, nada disto deveria acontecer. O que parece é que nada foi feito e revela má gestão financeira. O CDS não se revê nesta forma de fazer política”, concluiu.
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