O Bloco de Esquerda promoveu uma tertúlia na passada sexta-feira, intitulada “A democracia amanhã”, no Espaço Paulo Martins. A mesma teve como convidados, segundo o BE, “Miguel Santos, poeta e escritor e Joana Martins, artesã e activista dos direitos das mulheres”.
Rui Ferrão, o candidato do BE-Madeira às europeias, moderou a sessão e considerou que a democracia está em perigo, pois governos autoritários têm subido ao poder (na Venezuela, Turquia, Brasil, EUA) e revelam apetência para controlar imprensa e poder judicial – os alicerces duma sociedade livre e plural. A União Europeia também não escapa a este fenómeno: a extrema-direita ganha força, “são dez os Governos com participação da extrema-direita e nada se faz nas instituições europeias perante os ataques aos direitos e liberdades”.
“A falhada integração europeia tornou-se ela própria uma ameaça para a democracia e os direitos que a compõem. Integração falhada, porque orientada só para o mercado, o que era um meio (o mercado único) tornou-se o fim em si. O Fim original perdeu-se de vista – a cooperação, a Paz e a coesão. É preciso recuperar a democracia na UE, os povos da Europa devem recuperar a soberania. As suas escolhas, a vontade popular, têm de prevalecer sobre os interesses dos mercados (dos ricos)”, defendeu-se.
Para o BE, na UE a regra é a lei do mais forte, e “as regras orçamentais (que se aplicam apenas aos países pequenos, pois a França é a França), a pressão para privatizar ou concessionar os cortes nos serviços públicos, a flexibilização (para desproteger) as relações de trabalho, anulam as nossas escolhas. Traduzem a submissão de uma agenda ideológica ultraliberal nunca sufragada”.
“A superioridade da gestão privada é uma mentira! Veja-se os casos dos CTT, da PT, das ligações aéreas (a liberalização trouxe melhorias? NÂO!) Veja-se os escândalos da banca privada”, aponta o Bloco, que considera que as eleições europeias são muito importantes. “A Europa pode parecer distante, mas as suas directivas determinam as nossas vidas. Importa eleger mais eurodeputados (do Bloco de Esquerda) que defendam os interesses de todos, de quem vive do trabalho e não os que defendem o Bloco central dos grandes interesses económicos instalados – PS, PSD e CDS”.
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