PTP teme que problema de habitação faça regressar “barracas e casebres de zinco”

O PTP abordou hoje num debate na Assembleia Municipal as carências da habitação social no Funchal, considerando que, face aos altos preços actualmente cobrados para o arrendamento na cidade (recentemente o Funchal foi considerado o 8º município mais caro para arrendar casa, com um valor médio de 6,74€/m2) é de temer que as barracas e os casebres de zinco “voltem em força”. “Por outro lado”, apontou a deputada municipal Raquel Coelho, “os imóveis nos quais vivemos valem muito mais do que há 5 anos atrás. O que significa que cada vez é mais difícil comprar uma casa”.

Existindo uma grande fatia da população que vive com pouco mais de 600 euros por mês, é preocupante o que poderá acontecer aos funchalenses mais pobres, que ficarão “confinados a viver em casebres, se não houver uma resposta mais célere e eficaz por parte das entidades públicas”.

“O título do livro de Henri Lefebvre, Le droit à la ville (O direito à cidade), tornou-se slogan de uma contestação permanente ao rumo que tomam as nossas cidades, que são cada vez mais dos turistas e menos dos locais que acabam empurradas para a periferia”, criticou.

As dificuldades de habitação decorrem “sobretudo do grave problema de subsistência das nossas populações, quando o emprego é escasso e quando a economia não consegue gerar riqueza suficiente. Isso reflecte-se claramente na deterioração da qualidade de vida das populações, que não têm outra alternativa senão recorrer ao Estado e às autarquias para obter habitação condigna”, declarou.

Por isso, defendeu “rigor na gestão das contas públicas e canalizar recursos, para o efeito, não são folhas de jornal, com boa imprensa, paga pelos funchalenses que vão resolver as necessidades de habitação da nossa cidade”.


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