
O Grupo empresarial Joaquim Chaves Saúde, proprietário da Clínica Quadrantes confirmou hoje, em comunicado, que “activará de imediato os recursos legais ao seu dispor e processará judicialmente o Dr. Rafael Macedo pela prática dos crimes de difamação e calúnia, tendo por base as declarações falsas que aquele fez na reportagem da TVI e que continua a fazer, sem qualquer limite sobre o que é a verdade ou a mentira e causando um alarme perfeitamente irresponsável sobre toda a população da RAM e um ataque directo e persecutório em concreto à Joaquim Chaves Saúde”.
O grupo promete “ir até às ultimas consequências do ponto de vista legal, pois consideramos que houve dolo do Dr. Rafael Macedo, que manipulou propositadamente números e dados, algo que pôde facilmente ser comprovado, com a facilidade com que se desmentiu claramente os dados que deu à TVI.” E acrescenta que “estamos em fase de conclusão de participação que seguirá nos próximos dias para a Ordem dos Médicos a propósito da prescrição falsa que chegou à Quadrantes em mãos da jornalista Paula Gonçalves Martins, a qual constava de assinatura e vinheta de um Dr. Rafael Silva, que suspeitamos ser o Dr. Rafael Macedo. Ora, não necessitando a jornalista Paula Gonçalves Martins dos exames que constavam da prescrição, configura-se no mínimo como altamente questionável do ponto de vista ético que um médico, na posse de conhecimento de que está a emitir uma prescrição falsa apenas para cumprimento de objectivos que o servem a nível pessoal, ainda assim o faça e declaradamente. Pediremos então à OM que averigue e decida sobre aquilo que nos parece impensável do ponto de vista ético e deontológico de ser levado a cabo por um médico”.
Acusa a mesma nota emitida pela Joaquim Chaves Saúde que “o Dr. Rafael Macedo continua a produzir acusações delirantes em todas as plataformas a que consegue aceder, num ritmo imparável e frenético nas suas redes sociais, acusações sobre as quais deixaremos a Justiça actuar. Informamos que das várias acusações que trataremos como falsas, daremos especial atenção àquela que refere que teríamos como sócios personalidades conhecidas da vida social e económica madeirense, o que é totalmente falso e é realidade que só existe na sua cabeça. A JCS é uma empresa e um grupo de gestão familiar acima de qualquer suspeita”.
Neste anúncio de procedimento legal, a empresa resume alguns dados que, no seu entendimento, “desmentem o Dr. Rafael Macedo”. Desde logo “em 15 meses, a unidade de Medicina Nuclear do Hospital Dr. Nélio Mendonça realizou um total de 820 exames, sendo que a Unidade de Medicina Nuclear da Joaquim Chaves realizou, no mesmo período, um total de 344 exames. A média anual de exames de medicina nuclear feitos na Joaquim Chaves não ultrapassa os 473; A Joaquim Chaves cobrou à Região, no ano de 2018, cerca de 94.000 euros por este tipo de exame. Só os custos das manutenções de equipamentos são superiores a 64.000 euros. Dados que estão a léguas de distância daqueles que foram divulgados por Rafael Macedo”.
A Joaquim Chaves Saúde revela que “a Unidade de Medicina Nuclear resultou de um investimento de 1 milhão de euros, feito por pedido de Miguel Ferreira, então Presidente do SESARAM. Após a abertura da unidade do Hospital Dr. Nélio Mendonça, a Joaquim Chaves anunciou, ao Governo Regional, a intenção de terminar com a valência de Medicina Nuclear. As autoridades da Região solicitaram que tal não fosse feito. Os exames de Medicina Nuclear representam menos de 10% da faturação da Unidade de Radioncologia da Madeira e nunca foram um “negócio de milhões”. O exame de pesquisa de gânglio sentinela existe desde 2009 na RAM, na Unidade Quadrantes. Foi possível a centenas de doentes terem acesso a ele. O Dr. Rafael Macedo mentiu ao afirmar que o exame não estava disponível até ao início da sua actividade na Unidade do Hospital Nélio Mendonça, bem como mentiu ao dizer que havia dezenas de casos de mulheres sujeitas a esvaziamentos ganglionares, uma vez que o exame esteve disponível.”.
O grupo empresarial reforça a sua posição e o seu compromisso, já manfestados anteriormente, que o seu papel “é ao lado dos doentes da Madeira, oferecendo-lhes o melhor em cada dia, nas duras batalhas que têm naquele momento, batalhas essas que tomamos como se nossas fossem, pois só assim acreditamos que é possível exercer Medicina”, acrescentou José Chaves, concluindo que na Madeira, “desde o início da atividade, em 2009, até ao momento, tratámos 4.317doentes oncológicos e realizámos 4.769 exames de Medicina Nuclear. Inúmeras vidas salvas, sem terem que se deslocar do seu meio familiar”, acrescentou o presidente do Conselho de Administração JCS”.
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