Jardim disponível para reuniões “mobilizadoras” e imediatas no PSD-M, defende Governo Regional “todo” nos adros das igrejas

Jardim lança o alerta ao topo da decisão no PSD-M: há que apagar a nem sequer meia-dúzia dos rostos responsáveis pelas “estratégias” divisionistas internas no PSD 2015-2017, responsáveis por escolhas político-eleitorais desastrosas e responsáveis por outras medidas catastróficas no plano financeiro-administrativo do Partido.

Alberto João Jardim continua a dar “corpo” ao contributo que prometeu em pleno congresso do PSD-Madeira, em matéria daquilo que considera importante, para a estratégia do partido em ano de três eleições, europeias em maio, regionais em setembro e nacionais em outubro. Um contributo que, como está bom de ver, visa essencialmente as regionais, que neste momento começam a desenhar um figurino pouco favorável à manutenção da maioria absoluta, que já no ato eleitoral de 2015 ficou por pouco. E, desde já, uma confirmação: “Coerentemente estou à disposição pessoal para as reuniões mobilizadoras e esclarecedoras que, imediatamente, o PSD/Madeira entenda desencadear em cada Concelho”. Mas atenção: “As eleições ganham-se antes do início da campanha eleitoral. Mal estaríamos se a um ou dois meses das eleições regionais, me viessem convocar para… comícios!…”.

Na sua página pessoal do Facebook coloca hoje o seu quarto artigo publicado em quatro dias no JM, mas este dedicado ao PSD, assumindo a “receita” e apontando a unidade e a qualidade como referências essenciais para guiar o partido. E aqui junta partido e governo, que como sabe é suportado pelo PSD. Jardim volta atrás e dá a receita que em sua opinião é de vitória. Por exemplo, fala em doze fins de semana e diz que só o Funchal ocupa dois, como sendo de mobilização obrigatória do Governo Regional, todo mesmo, com idas aos adros das igrejas de cada uma das freguesias sedes de concelho. Depois, “devem devem ser adiadas todas as eleições locais previstas nos Estatutos. A alternativa é provisoriamente a Comissão Política Regional e o Secretariado, em conjunto, criarem Comissões Eleitorais a níveis de Freguesia e estas estabelecerem sub-comissões a nível de sítio.  Cada Comissão Eleitoral de Freguesia deve ter um membro da Comissão Política Regional como elemento de ligação à sede”.

Jardim aponta um quarto ponto como entre os eleitos e relevantes para o partido: ” Tem de ser montada imediatamente uma equipa informática competente, de boa operacionalidade e de boa capacidade de comunicação que, inclusivamente, seja capaz de um acesso correcto à Comunicação Social. Para responder a tudo o que sejam “asneiras e mentiras” publicadas e  “jogadas colonialistas, mentirosas e eleitoralistas do Governo António Costa”.
Relativamente às listas, o ex-presidente do Governo Regional e líder do PSD-M, hoje presidente honorário, alerta que “devem ser os melhores Cidadãos disponíveis, em todo o arquipélago, independentemente de serem ou não filiados no PSD”. E mais: “Para que às referidas unidade e qualidade pretendidas, não lhes sobrevivam anti-corpos em plenas três eleições, mesmo que doloroso, há que apagar a nem sequer meia-dúzia dos rostos responsáveis pelas “estratégias” divisionistas internas no PSD 2015-2017, responsáveis por escolhas político-eleitorais desastrosas e responsáveis por outras medidas catastróficas no plano financeiro-administrativo do Partido.
Mas para Jardim, nem tudo está resolvido em termos de situação interna no PSD-M. Só que as eleições são valores mais altos, o que não significa que depois das últimas, que são as nacionais, o problema não venha a ser debatido. E o problema é este, como diz: “Há outras questões internas (sublinha em maiúscula para dar ênfase especial) do PSD/Madeira para resolver. Inclusive a necessidade de um trabalho de refiliação como, com êxito, uma vez se fez num Concelho onde o Partido estava claramente infiltrado. Mas é para após as três eleições”.

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