Apesar de considerarem que o Orçamento do Estado para 2019 foi “uma oportunidade perdida para as reivindicações justas dos madeirenses e porto-santenses, os deputados social-democratas afirmam estar satisfeitos com a estratégia do PSD/M e com as 35 propostas de alteração apresentadas, que só “não surtiram ainda um maior efeito” porque foram, na sua maioria, reprovadas pelo PS, refere um comunicado ontem emitido pelo partido.
“É realmente lamentável que, numa matéria tão importante como esta do Orçamento do Estado, não haja a responsabilidade de todos os partidos de lutarem e de reivindicarem o que é melhor para os madeirenses e porto-santenses”, disse Sara Madruga da Costa, após uma reunião entre os deputados social-democratas do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira e os da Assembleia da República, que decorreu na sede regional do PSD.
Disse ainda ser com “grande lamento” que o PSD assistiu à postura de outras forças partidárias, nomeadamente do PS/Madeira, “que não apresentou uma única proposta àquele que é um documento fundamental para a Região”.
Pelo seu lado, o PSD/Madeira diz-se “de consciência tranquila porque fez um bom trabalho, fez o que estava ao seu alcance e continuará, após o encerramento da discussão do Orçamento, na Assembleia da República, a lutar em prol das justas reivindicações dos madeirenses e porto-santenses”, afirmou a deputada, lamentando que “essas preocupações não tenham sido tidas em linha de conta pelos deputados do PS e pela direcção do PS/M que continua a dizer aqui uma coisa na Madeira e que no palco principal para a resolução de situações, como o subsídio de mobilidade, o ferry, o hospital e a taxa de juro, acaba por não conseguir resolvê-las e ser conivente com a direcção nacional do grupo parlamentar, que pretende prejudicar efectivamente os madeirenses e porto-santenses”.
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