
O movimento “Cruise ferry-Madeira”, em defesa da permanência, todo o ano, da ligação marítima que neste verão foi assegurada pelo “ferry”, entre Funchal e Portimão, está já a “apadrinhar” uma manifestação para o dia 19 de setembro, pelas 9.30 horas, no porto do Funchal, junto ao ferry da Naviera Armas “Volcan de Tijarafe”, que conclui agora o número previsto de viagens desta operação de verão.
O grupo, na sua página do Facebook, tem adiantado alguns números que revelam uma ocupação considerável, atingindo “picos” interessantes e provavelmente inesperados, atendendo ao anúncio tardio do início da operação, num momento em que muitos madeirenses já tinham as suas férias programadas. A empresa concessionária continua a não avançar, para toda a comunicação social, dados concretos sobre a operação, sendo que os indicadores que têm vindo a público são de estruturas particulares ou divulgação preferencial.
Para o dia 19 de setembro, quarta-feira, o grupo “Cruise-ferry-Madeira” prepara uma mobilização que visa, fundamentalmente, chamar a atenção para a necessidade de haver “ferry” todo o ano, sendo que esta questão tem suscitado alguma controvérsia em função dos custos da operação e das receitas correspondentes, uma relação que, para a rentabilidade do negócio, poderá não ser atrativa, além de que em termos governamentais, é o Governo Regional que assume os custos e por diversas vezes temvindo a público criticar o facto do Governo da República não demonstrar qualquer apoio financeiro que possibilite manter esta ligação o ano todo.
Um dos membro daquele movimento, José Jaleco, anuncia, na rede social Facebook, este encontro do dia 19. Com uma intenção muito clara, cuja concretização tem a ver com a capacidade de mobilização e desejo de participação das pessoas, uma vez que apesar de contar com mais de 26 mil membros, nem sempre esse número é registado quando há um apelo a uma participação pública. A intenção é mesmo escrever, com manifestantes, a frase FERRY TODO O ANO. O ponto de encontro será o Cais 8, pouco antes da manifestação propriamente dita.
A concentração dá-se cerca das 9.30 e aquele membro do grupo revela que, para formar essas letras seriam necessárias 300 pessoas, equivalendo, pelas suas contas, a 30 pessoas por letra. “Teríamos então cerca de 1 Hora para a montagem, com os tempos de filmagens, 10.30 começavamos a caminhada prevista cerca de 30 minutos, sairíamos em grupos de 50, com intervalos de cerca 30 metros, retomando Av. Do Mar, direcção Alfadega, Igreja da Sé, Av. Arriaga, subindo Rua do Infante, primeira paragem na quinta Quinta Vigia, permanecendo cerca de 10 minutos, descendo em direcção Parque Santa Catarina, onde faríamos uma pausa, aproveitando um belo ponto, para uma sessão fotográfica permanecíamos até a aproximação do ferry ao Cais, descíamos, e antes da rotunda que antecede o cais da Pontinha seria feito um cordão humano, junto ao passeio, até ao inicio do Túnel da Pontinha”.
Dando conta que este momento está a aguardar a decisão da Câmara Municipal do Funchal para o efeito, aquele membro do movimento a favor do ferry lembra a importância de “nós, portugueses, perdermos o conceito que a palavra Manifestação como algo de Violento”.
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