Unidade de piscicultura da Ponta do Sol com menos jaulas e mais distantes da costa, assinalamento será ajustado

Ponta do sol boias
A unidade de piscicultura na Ponta do Sol irá sofrer alguns ajustamentos. O assinalamento já está a ser alterado.

O assinalamento das bóias que estavam a delimitar a zona pretendida de instalação da unidade de piscicultura na frente mar da Ponta do Sol será alterado em função de alguns ajustamentos sofridos pelo projeto que provocou uma forte polémica nos últimos tempos, sendo que a população já pode constatar operações nesse sentido.

A Capitania do Porto do Funchal ainda não tem formalizado o pedido de alteração, solicitação esta que deverá submeter-se a parecer do Instituto Hidrográfico e Direção de Faróis, para a anuência final do Capitão do Porto, sendo que, para já, sabe-se que esse assinalamento, destinado a proteger a própria unidade, bem como embarcações, deverá sofrer algumas modificações relativamente à área que neste momento estava coberta. Haverá menos jaulas e estas estarão mais distantes da costa.

Silva Ribeiro, o Capitão do Porto, confirma ao FN a intenção dos promotores, no sentido do processamento de algumas alterações, pelo que a Capitania, no âmbito das suas funções, irá proceder ao assinalamento correspondente mediante os pareceres legalmente necessários para o efeito.

Recorde-se que, em declarações ao Funchal Notícias, numa peça elaborada no dia 22 de agosto, Silva Ribeiro tinha admitido contactos relativamente a esta possível modificação, sublinhando na altura que não existe “qualquer problema no sentido de reposicionar a sinalização” e referindo que “depende da área que quer ocupar nesta fase, uma vez que o que deve ser sinalizado é a área ocupada. Se vai ocupar as jaulas todas, então temos que sinalizar toda a área, se vai ocupar duas ou três, serão essas o alvo da sinalética”.

No que se prende com o movimento “Vigília do NOSSO MAR”, Sérgio Teixeira afirma saber das alterações de sinalização das bóias, mas quer saber, de concreto, o que isso representa em termos de projeto, uma vez que, mais importante do que retirar bóias, é ver até que ponto há uma implementação por fases e fica tudo na mesma.

Acontece que, no quadro verificado neste momento, a alteração de projeto será mesmo um facto, pelo que tanto o número de jaulas como a distância, serão factos determinantes para esbater, de certo modo, a polémica pública à volta do projeto.

 


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