O PSD/Madeira veio hoje responder aos socialistas madeirenses por “insistirem nas críticas avulsas e descontextualizadas ao Sistema Regional de Saúde e aos profissionais que lhe dão corpo”.
“Depois, de numa primeira investida, afirmarem que o Governo Regional não investe na Saúde, e terem sido desmascarados – a Madeira investe 1.189€ habitante/ano (6,9% do PIB regional) o Continente apenas 852€ habitante/ano (4,8% do PIB nacional) –, agora vêm dizer que o dinheiro para a Saúde dos madeirenses é mal gasto”, insurge-se o PSD.
Para os social-democratas, trata-se de “má-fé”. O PS, dizem, é incapaz de reconhecer “o estado calamitoso do Sistema Nacional de Saúde com demissões em bloco, falta de profissionais, salas de parto encerradas e crianças sujeitas a tratamentos de quimioterapia em corredores de hospitais”.
Asseverando que, apesar dos constrangimentos, “a Madeira é a única região do país sem défice nas contas públicas”, o PSD insiste que em três anos amortizou 600 milhões de euros da divida da Saúde, criou um regime de incentivo à fixação de médicos na Região, regularizou a situação profissional de 105 de trabalhadores do SESARAM e garantiu 5,8 milhões de euros para a progressão das carreiras da Administração Pública”
Por outro lado, refere, a lista de espera de uma unidade de saúde é dinâmica e flutuante. E os números apresentados são reflexo também de uma maior acessibilidade e de diagnósticos mais precoces, o que demonstra que o SESARAM está mais capacitado.
“Todos os profissionais do Serviço de Saúde continuam empenhados em reduzir as listas de espera cirúrgicas. Importa sublinhar que não existem doentes em situação urgente ou emergente à espera de cirurgia, nos termos das orientações nacionais”, garante o PSD.
Citando número, diz que só no primeiro semestre de 2018, realizaram-se no SESARAM 6153 cirurgias (Bloco Operatório: 3214 / Cirurgia de Ambulatório: 823 / Pequena Cirurgia: 2116). Em 2017, o Programa de Recuperação de Cirurgias (PRC) teve um forte impacto na recuperação, e só no primeiro semestre deste ano foram realizadas mais de 620 cirurgias, no âmbito deste programa. Com o Serviço de Cirurgia de Ambulatório a funcionar em pleno até ao final do ano de 2018, prevê-se uma acentuada redução dos números da lista de espera.
Quanto ao encaminhamento de doentes “convém também esclarecer o PS do seguinte: os nossos doentes são encaminhados para onde for necessário, porque a Saúde dos Madeirenses e dos Porto-Santenses está acima de qualquer questão político-partidária”, exulta o PSD.
“Registamos por fim, a “preocupação” do PS para com o Sistema Regional de Saúde e a hipocrisia profunda que a rodeia. Porque se o PS estivesse mesmo preocupado com a Saúde dos madeirenses, há muito que tinha pressionado os seus colegas de partido em Lisboa para arrancar com as obras do novo Hospital da Madeira e há muito que tinha resolvido a dívida dos subsistemas de saúde à Região, por exemplo”, conclui o comunicado.
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