O PSD-Madeira respondeu, através do seu secretário-geral Rui Abreu, a um comunicado do Bloco de Esquerda criticando as declarações produzidas na festa partidária do Chão da Lagoa, com um outro comunicado, que diz que o coordenador regional do BE, Paulino Ascensão, ficou “impressionado com as 25 mil pessoas que passaram ontem pelo Chão da Lagoa”.
Assegurando que a Madeira “é a única região do País com contas equilibradas e sem défice”, o contra-comunicado social-democrata afirma que “quem afunda o país na dívida é o Governo da Geringonça sustentado pelo PS, BE e PCP”.
Os vendilhões da Autonomia, afirma o PSD, “são todos aqueles que preferem ser mandados pelo Terreiro do Paço, em detrimento de respeitar as escolhas livres e democráticas do Povo Madeirense. Como se vê, o Sr. Ascensão enquadra-se nesta definição”.
Sobre o subsídio de mobilidade, dizem os social-democratas que “colocou os madeirenses a viajar mais e a preços mais económicos: 86€ para residentes, 65€ para os estudantes. As mudanças recentemente aprovadas na AR acabam com alguns dos problemas que o subsídio apresentava. Não se percebe então o que o BE quer com isto uma vez que até votou favoravelmente a proposta da ALM na AR. Mas sabe-se que o próprio novo líder do BE beneficiou, e muito, do subsídio de mobilidade, como recentemente se descobriu”, ironiza o texto enviado às Redacções.
Por outro lado, acusa Rui Abreu, para o BE todas as obras públicas sempre foram inúteis. Foi assim ao longo das últimas décadas. É assim agora, quando o Governo Regional, graças ao esforço dos madeirenses e à boa gestão das finanças públicas, retoma e consagra algumas das antigas reivindicações das populações. “O Sr. Ascensão mostra assim aos madeirenses que é contra a nova escola do Porto Santo ou contra a nova escola da Ribeira Brava, só para citar alguns exemplos”, acusa.
“Quanto ao Hospital, a história é sempre a mesma. Mas o PSD/Madeira aguarda para ver se é desta que o BE não aprova um Orçamento do Estado sem ter as responsabilidades da República lá consagradas relativamente ao novo Hospital”, desafia.
“Entretanto, a muleta que ampara e faz sobreviver a geringonça é evidente. Com a conivência do BE, Portugal vive o período de menor investimento público, a Saúde sofre cortes brutais e os impostos queimam os bolsos de cidadãos, famílias e empresas. Mas sobre isto o Sr. Paulino Ascensão nada diz, incluindo reconhecer que a Madeira foi a única região do país que baixou impostos, facto que mereceria maior reconhecimento público”, prossegue.
“Mas o Sr. Ascensão também não diz nada sobre a sobretaxa do IRS, sobre os juros da dívida, sobre as dívidas dos subsistemas de saúde ou sobre o dinheiro dos incêndios que a República, depois de prometer, agora se recusa dar. Ou sobre o avião cargueiro, o ferry ou o helicóptero de combate aos fogos, obrigações da República Portuguesa, suportadas pelo Orçamento Regional. São assuntos que recebem, da parte dele, um estranho silêncio”, comenta-se.
Já sobre o autoritarismo, “pouco há a acrescentar. Aliás, continua a ser um manifesto paradoxo que partidos que odeiam a democracia vivam e sobrevivam, sobretudo, à custa dela. E que a incoerência dos que não gostam da liberdade individual, acabe em valorizações patrimoniais de milhões de euros. Mas sobre isto, também não houve uma verdadeira palavra”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







