*Com Rui Marote
O debate aqueceu um pouco hoje de manhã na Assembleia Legislativa Regional, onde os mimos entre os deputados do partido maioritário e da oposição fizeram de “bombo da festa” tanto o Governo da República e a apelidada “geringonça” como o actual presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo. O deputado social-democrata Élvio Encarnação abriu as hostilidades criticando o “modus operandi” do Governo da República face aos incêndios florestais na Madeira, os quais considerou o aspecto mais relevante do ano que findou. Bloco de Esquerda e PCP, a par do PS, maioritário no governo central, também não foram poupados pela anuência com as posições socialistas.
De seguida, o também social-democrata Carlos Rodrigues foi cáustico relativamente à pessoa do edil funchalense, que acusou de pusilânime e de culpado de covardia por, em seu entender, não assumir devidamente as suas responsabilidades face à tragédia do Monte, quando uma árvore que caiu matou treze pessoas e feriu outras cinquenta. Chegou mesmo a acusar a CMF de Cafôfo de manipular evidências de responsabilidade criminal.
As críticas acesas prosseguiram mas desta vez pela voz de Gil Canha. O deputado independente apresentou um voto de protesto contra a volumetria do novo Savoy, e a discussão não poupou, no que concerne à viabilização do denominado “monstro”, nem Paulo Cafôfo nem Miguel Albuquerque.
Outras questões, como o transporte de doentes na Região Autónoma da Madeira, e a instituição de microreservas ambientais estiveram também em discussão no plenário, pela voz dos representantes de partidos como o PCP e o Bloco de Esquerda.

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