
A Câmara Municipal do Funchal está a levar a cabo a recuperação de um dos troços terminais da Levada do Curral e Castelejo, que serve as freguesias de São Martinho e Santo António, nomeadamente na extensão do Caminho do Pilar.
A Autarquia vai repavimentar o caminho em questão, mas antes fez questão de contactar todas as entidades com infraestruturas nesta via rodoviária, que é uma das ruas do Funchal cujo subsolo é mais utilizado, nomeadamente por redes de eletricidade, telecomunicações, águas e saneamento básico, aferindo, dessa forma, a necessidade de intervenção nas mesmas e disponibilizando-se a capitalizar uma possível coordenação de esforços.
Isso mesmo foi solicitado pela Associação de Regantes da Levada do Curral e Castelejo, que pediu colaboração à Câmara no sentido de mitigar as perdas de água de rega neste troço, que chegavam aos 35% do volume total.
Miguel Silva Gouveia, Vereador com o pelouro das Águas e das Obras Públicas no concelho, explica, por isso, que “a Autarquia optou por atrasar a repavimentação da estrada para intervir na rede de água de rega em questão, que serve agricultores numa área que se estende do Caminho das Virtudes, em São Martinho, à Quinta do Leme, em Santo António.”
Miguel Gouveia acrescenta que a edilidade aproveitou para fazer uma avaliação completa do cenário e “decidiu avançar, igualmente, para a substituição da rede de água potável nesta zona, da antiga rede em fibrocimento para uma rede modernizada, e respetivas ligações aos consumidores finais, uma intervenção tanto mais relevante, numa zona densamente habitada como o Pilar.”
Para o efeito, a Autarquia potenciou a articulação tanto com a Junta de Freguesia de São Martinho, como com a Associação de Regantes da Levada, devendo a intervenção estar finalizada em breve. Segue-se a regularização dos passeios em toda a extensão do Caminho do Pilar e, finalmente, a repavimentação da estrada.
Duarte Caldeira Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia de São Martinho, saudou “a opção camarária em trabalhar com todas as partes envolvidas, o que permite sempre exponenciar os resultados de uma boa intervenção, como se vê neste caso.
Em vez de se ficar só pela repavimentação da estrada, foi possível, através do diálogo e da abertura demonstrada, avançar para uma importante renovação das redes de rega e água potável desta zona, que vão beneficiar muitos proprietários e muitas famílias.”
Miguel Silva Gouveia conclui que este é mais um exemplo de que “a CMF tem como princípio promover sempre a colaboração ativa com todas as entidades, colocando a melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes em primeiro lugar. Vale a pena demorar um pouco mais de tempo para fazer um trabalho bem feito e coordenado, porque assim evitam-se problemas de degradação de infraestruturas no futuro, para benefício de todos os intervenientes.”
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