Administração da Penha d’Águia confirma novo estabelecimento no edifício da TAP; local pretende-se inovador e atraente e terá cerca de uma dezena de empregados

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Foto Rui Marote

A administração da Penha d’Águia confirmou ao Funchal Notícias a informação que demos há uma semana: as antigas instalações da TAP na cidade, na Avenida do Mar, vão mesmo ser ocupadas por um estabelecimento do grupo. Recorde-se que avançámos esta informação como certa, mas os nossos esforços para estabelecer contacto com os administradores deste grupo que renovou em anos mais recentes o conceito da tradicional pastelaria madeirense tinham sido infrutíferos. Porém, fomos depois contactados pelos mesmos, que adiantaram mais alguns pormenores sobre a natureza do empreendimento.

Na peça publicada há uma semana referíamos que o novo estabelecimento, que o grupo Penha d’Águia passa agora a alugar ao proprietário, o grupo Blandy, teria um conceito mais gourmet. O administrador com quem falámos diz que nunca usou essa palavra nas negociações, mas admite que o que se pretende implementar naquela esquina onde a transportadora aérea nacional teve os seus escritórios e atendimento ao público durante décadas é um conceito equivalente à dignidade do espaço. Tratar-se-á, sobretudo, dum local que se pretende assinalável pela decoração mais moderna e atraente, da autoria do arquitecto Edgar Alencastre, embora de natureza despretensiosa. O que é certo é que os produtos que ali serão vendidos serão os da pastelaria pelos quais a Penha d’Águia se tornou conhecida, com a possível adição de outros mais inovadores. Dentro de três ou quatro meses, lá para os meses de Abril ou Maio, na Primavera, o estabelecimento estará pronto a abrir.

A marca ‘Penha d’Águia’ tem forte tradição na Madeira: surgiu em 1844 no Faial, o que perfaz já a bonita soma de 173 anos. Em 1919 estas confeitarias vieram estabelecer-se no Funchal, e permaneceram muito tempo na mesma família. No fôlego foi insuflado na marca por quatro irmãos luso-venezuelanos, que adquiriram as pastelarias já vai para oito anos, e começaram a empreender uma revitalização do nome e do conceito Penha d’Águia. Trata-se de pessoas desempoeiradas, com formação superior e uma abordagem inovadora do negócio. Actualmente o grupo Penha d’Águia conta já com estabelecimentos na Rua do Hospital Velho, Rua João Gago, Rua de João Tavira, Arcadas de São Francisco, possuindo ainda uma pastelaria atrás do Fórum Madeira, na Ajuda; nestas pastelarias trabalham hoje cerca de meia centena de pessoas.

No novo estabelecimento, no local onde funcionava a TAP, trabalharão cerca de 10 ou 12 empregados. O grupo ainda não sabe se pretende solicitar a instalação, ou não, de uma esplanada.

Actualmente, numa das principais pastelarias do grupo, é atendida uma média de 400 a 500 pessoas por dia. O movimento é grande, mas a administração reconhece que a afluência foi atingida pela crise económico-financeira. Há muita gente que pede um bolo para dois, ou que deixou de frequentar os estabelecimentos com a mesma assiduidade.

Estes cidadãos luso-descendentes têm já experiência no negócio da panificação na Venezuela, admitindo até que é um lugar-comum, naquele país, ligar os empresários portugueses ao sector. Por isso, a experiência traduziu-se em algo de positivo na aplicação de determinados conceitos de negócio a uma realidade diferente, a da Madeira.


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