
*Com Rui Marote
Já foi erigido, na baixa do Funchal, o novo pelourinho, no lugar original que esta estrutura central da cidade ocupava, e com peças do pelourinho original, se bem que não todas. O capitel, por exemplo, não foi possível incluir, já que seria problemático fazê-lo. A peça em pedra foi afectada pelo passar dos séculos e já não tem a forma perfeita necessária para a sua adaptação; poderia eventualmente apresentar risco de queda. Deverá ir, segundo apurámos, para o Museu de Arqueologia no Forte de São Tiago, na zona velha.

O pelourinho, uma estrutura onde antigamente eram colocados os criminosos para castigo físico ou humilhação pública, era também um ponto de encontro e marcava uma zona central das urbes. Está agora implantado frente à Rua Direita, uma das mais antigas do Funchal, que vai ter, precisamente, ao denominado Largo do Pelourinho. Há anos, uma réplica do pelourinho foi instalada nas imediações, mas não no lugar original.

No decorrer dos trabalhos de recuperação e investigação das ruínas do antigo Forte de São Filipe, sob supervisão de um arqueólogo da Direcção Regional de Cultura, esta nova localização faz-lhe agora maior justiça.

As peças originais incorporadas neste “novo” pelourinho estavam no Museu Quinta das Cruzes. O Largo onde hoje foram implantadas foi, em tempos, o centro da cidade, sendo a Rua Direita a artéria principal; nas imediações situava-se a primeira Alfândega do Funchal. O pelourinho original foi enviado em 1486 pelo rei D. Manuel para a ilha, onde foi instalado no local que agora novamente ocupa.

No séc. XVI, a Rua Direita atravessava a Ribeira de Santa Luzia, terminando na artéria que hoje se chama Rua dos Ferreiros. Ainda hoje, na Rua Direita, assim chamada como se fazia nas antigas cidades medievais, subsistem edifícios dos séculos XVII e XVIII, se bem que sujeitos a degradação.
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