Veleiro ‘Calma’ apresado indefinidamente na marina da Calheta

oi001050.jpg

Fotos: Rui Marote

O veleiro ‘Calma’, com bandeira britânica, no qual a Polícia Judiciária realizou a maior apreensão de cocaína na Madeira no corrente ano, encontra-se actualmente arrestado durante tempo indefinido, na Marina da Calheta. O barco, que transportava dois cidadãos estrangeiros, um espanhol e o outro uruguaio, já está a criar alguns problemas com outros utentes da marina devido ao facto de estar a ocupar indefinidamente um espaço. Uma situação que os funcionários do local não podem resolver, dado que só as entidades policiais estão autorizadas a mexer na embarcação, que não pode ser movimentada sem autorização e se encontra selada com uma fita de demarcação a autoridade.

oi001055.jpg

oi001056.jpg

Conforme o FN referiu, o Departamento de Investigação Criminal da PJ desvendou hoje à comunicação social uma grande quantidade de droga, apresada a bordo do ‘Calma’: 217 kg que se encontravam escondidos a bordo do barco que está desde meados de Julho na Calheta.

oi000887.jpg

Esta quantidade estava cuidadosamente dissimulada e aparentemente os tripulantes não se terão ‘descaído’ nos interrogatórios, dado que só agora foi descoberta, tendo conseguido passar nos escrutínios anteriores… Os 217 kg que, como se pode imaginar, representam muito dinheiro, vieram somar-se a 122 kg já anteriormente descobertos neste mesmo barco pela operação policial efectuada.

oi001048.jpg

Instalações da GNR e da Polícia Marítima: sem pessoal permanente
Instalações da GNR e da Polícia Marítima: sem pessoal permanente

O FN foi constatar qual o tipo de presença policial existente nesta marina, dado que não se trata da primeira ocorrência de tráfico de droga que é detectada na costa norte. E constatou um dado curioso: das polícias existentes, apenas a PSP encontra-se na Calheta em permanência. A Polícia Marítima e a Guarda Nacional Republicana têm ali dependências, mas que não se encontram usualmente preenchidas por pessoal: os postos, situados na própria marina e devidamente identificados, estão fechados. No entanto, informaram-nos que estas forças policiais regularmente passam por ali em missão de fiscalização.

oi000888.jpg

É evidente que não se pode aferir a eficiência destas forças policiais ou a sua presença no terreno pelo facto de haver, ou não, militares ou polícias em permanência no posto; mas este não deixa de ser um dado digno de nota. Numa altura em que é intenção do Governo nacional destacar elementos da Polícia Marítima para as ilhas Selvagens, onde o seu papel fiscalizador será muito provavelmente bem reduzido, numa marina onde se encontram iates dos mais diversos tipos e onde aportam veleiros estrangeiros não há uma representação permanente. Não deixa de ser algo caricato…

oi001051.jpg