Madeira regista época polínica calma

A Região vive, por estes dias, uma época polínica relativamente calma, com os níveis de pólen “satisfatoriamente baixos”. A proximidade com o mar é um fator protetor.

Universidade da Madeira

As previsões polínicas foram divulgadas pela Universidade da Madeira, instituição que realiza regularmente um trabalho de monitorização dos pólenes na atmosfera, graças à cooperação entre a docente da UMa e bióloga Irene Câmara e a Rede Portuguesa de Aerobiologia, entidade integrada na Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).

A informação sobre os níveis polínicos de todo o País são fornecidos semanalmente pela Rede Portuguesa de Aerobiologia, informação essa que pode ser acedida também no portal da SPAIC, onde aparece em destaque o “Boletim polínico e informação para os doentes”. Com a chegada da primavera verifica-se um aumento dos níveis de pólenes no ar, o que justifica a consulta periódica da informação sobre os níveis polínicos pelo doente alérgico.

Mar “protege”

Ao contrário do que se possa pensar, a riqueza florística da Região em muito pouco contribui com pólenes de cariz alérgico.

Um outro fator importante para a boa qualidade biológica do ar no que respeita a pólenes, resulta do facto de estarmos numa ilha cuja proximidade ao mar exerce um efeito de “lavagem” da atmosfera, diminuindo assim as concentrações polínicas em nosso redor.

Se por um lado a condição insular é um fator importante na manutenção de níveis polínicos baixos, é necessário evitar a introdução de plantas em nosso redor que produzam pólen alérgico, como é o caso dos plátanos, das oliveiras e das bétulas. A estas juntam-se as ervas daninhas (gramíneas) que produzem grande quantidade de pólen alergénico.

Torna-se, portanto, necessário, continuar a privilegiar a (re)introdução de plantas nativas nos espaços verdes e a observar com outros olhos as plantas com flores vistosas e de cor garrida cuja ameaça do ponto de vista alérgico é praticamente nula.

Ácaros e fungos: inimigos em casa

Contudo, os pólenes podem ser responsáveis por vários sintomas alérgicos que se manifestam em doenças como a rinite e a asma em pessoas sensibilizadas, mas não só. O ser humano tem passado muito mais tempo em ambientes fechados, condição que propicia a exposição a outras fontes alergénicas, como os ácaros e os fungos. Os ácaros e os fungos podem estar no interior dos espaços fechados, e em especial nos sistemas de ar condicionado sem manutenção (limpeza), gerando queixas como rouquidão, tosse e mal estar nos ocupantes.


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