Luaty Beirão e os seus companheiros condenados a penas de prisão

foto euronews
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Os envolvidos no processo do rapper luso-angolano Luaty Beirão foram hoje condenados, por um tribunal angolano, a prisão efectiva. Luaty Beirão, que protagonizou greve de fome em protesto contra o modo como vinha sendo tratado pela justiça daquele país, foi condenado a cinco anos e meio de prisão, sendo acusado, conjuntamente com mais 16 activistas, de rebelião. Domingos Cruz, autor de um livro de cerca de duzentas páginas e que foi usado pela acusação como prova, teve a pena mais pesada, oito anos de prisão.

Todos foram condenados na 14ª Secção do Tribunal Provincial de Luanda. A sua detenção ocorreu aquando de uma de várias sessões semanais nas quais liam o livro de Domingos Cruz. A procuradora Isabel Nicolau acusou-os de não se dedicarem apenas a ler o dito livro, mas a planearem um atentado para matar o presidente angolano, José Eduardo dos Santos. A acusação, entretanto, foi deixada de lado durante o julgamento, que decorria desde Novembro passado. Manteve-se apenas a acusação de rebelião, pela qual foram condenados a prisão efectiva.

Não foi permitida a presença de observadores internacionais no julgamento. A Amnistia Internacional condenou-o como uma farsa, considerando que os réus foram detidos apenas por terem usado do direito à liberdade de expressão.


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