“Não sei se estou a exagerar mas como cidadão que acompanha ao pormenor a vida política madeirense e a acção governativa em particular, julgo estar na posse de muitos elementos para afirmar, sem muita margem de erro, que o governo regional está sem muito entusiasmo, refém de um orçamento sem criatividade, seguidor assumido do PAEF, e com uma liderança sem convicção e baseada nos anúncios e nas fotografias inócuas. Em vez de firmeza, estratégia e liderança, observamos hesitação, desorientação e cumplicidade com o passado”.
A reflexão consta das ‘notas do dia’ do presidente do PS-Madeira, Carlos Pereira.
“É isto que vejo quando observo a condução das questões financeiras regionais que segue a política jardinista dos últimos 5 anos; é isto que verificamos na ausência de alterações nos transportes; é isto que constatamos no turismo e no ordenamento do território; é o colapso do sistema regional de saúde que não tem do GR nenhuma iniciativa para reverter o estado de coisas. Podia continuar com os exemplos mas os desaparecimentos do Presidente do Governo, as suas viagens secretas em momentos inoportunos, as suas intervenções repentinas, nem sempre ponderadas e quase sempre longe da realidade, da nossa realidade, demonstra o resto desta triste situação”, revela.
De resto, Carlos Pereira reflecte sobre a situação política no Brasil, atira umas farpas ao secretário das Fiannças, Rui Gonçalves e traz para a ordem do dia, de novo, o caso Banif.
“O Banif é um caso sério de negligência política mas também um caso evidente de má gestão . As comissões de inquérito revelarão os pormenores desta situação e demonstrarão que a solução encontrada para o banco foi a melhor para o país mas poderia ter sido bastante menos duro para os contribuintes se o governo do PSD e CDS e o Banco de Portugal não tivessem empurrado o problema com a barriga. Assim, vai custar no máximo 2250 milhões de euros ( pode ser menos se o activo que está no veículo for vendido por um preço superior a 750 milhões de euros) mas custaria 5000 milhões a sua liquidação mais todos os problemas sociais desde o desemprego assim como o colapso das economias regionais”, remata
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