O Grupo Parlamentar do PSD apresentou hoje aquela que considera ser a metodologia mais correta para o funcionamento da Comissão de Inquérito ao Banif, recentemente constituída na Assembleia Legislativa da Madeira.
Em conferência de imprensa, na ALRAM, o deputado João Paulo Marques salientou que o foco principal da comissão deve estar centrado nas pessoas que foram diretamente afetadas por toda esta situação do Banif. “E quando refiro as pessoas refiro-me aos clientes que confiaram as suas poupanças ao Banif e que hoje em dia estão de mãos a abanar, refiro-me aos funcionários do Banif que não foram transferidos para o Banco Santander Totta e por isso hoje em dia têm o seu posto de trabalho em risco e, por fim, os contribuintes que novamente foram chamados a pagar e a salvar mais um banco”.
João Paulo Marques afirma que, face a este cenário, o PSD irá propor um conjunto de critérios claros e razoáveis sobre os quais a comissão deverá seguir para proceder à audição de um conjunto de pessoas”.
Nas audições a propor, em sede de comissão, encontram-se os órgãos sociais do Banif e do Santander, as entidades políticas com responsabilidades nesta matéria, as entidades reguladoras, os clientes institucionais (que se situam na esfera pública) e também os lesados do Banif, que recentemente se constituíram como associação.
O deputado do PSD salientou ainda que esta “Assembleia tem um dever perante os madeirenses de apurar a verdade dos factos sobre o Banif e sobre a medida de resolução que foi aplicada ao Banif”.
“Custe o que custar, doa a quem doer, o trabalho do PSD será centrado nos lesados, naqueles que foram diretamente afetados por esta situação do Banif e sempre com vista a que a mesma não se volte a repetir.”
João Paulo Marques avisou também que, sendo o assunto desta comissão de inquérito demasiado grave e importante, a mesma não pode ser utilizada como “arma de arremeso político”. “Quem estiver nesta comissão para retirar dividendos políticos da mesma estamos convencidos de que estará a prestar um mau serviço aos madeirenses, estará a prestar um terrível serviço à democracia e, acima de tudo, estará a fazer um uso irresponsável dos dinheiros públicos dos contribuintes, que são diretamente afetados nos trabalhos que serão conduzidos por esta comissão.”
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