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/Com REUTERS/
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou esta sexta-feira o estado de “emergência económica” no país por 60 dias, para fazer frente à forte inflação e recessão que atingem a nação produtora de petróleo.
O decreto, que pode ser prorrogado por mais 60 dias, será enviado à Assembleia Nacional, que tem maioria oposicionista, para análise e aprovação. O Tribunal Supremo de Justiça também deverá se pronunciar sobre a constitucionalidade do decreto que entrou em vigor nesta sexta-feira.
Maduro, um ex-motorista de autocarro e ex-ministro das Relações Exteriores, de 53 anos, que ganhou a eleição para substituir Hugo Chávez em 2013, tem mantido as políticas do seu mentor de controle do câmbio e dos preços.
Mas os críticos dizem que é tempo de mudar este modelo fracassado.
Os venezuelanos estão a viver uma recessão profunda, com uma das maiores inflações do mundo e com a escassez generalizada de produtos básicos.
Em dados divulgados nesta sexta-feira, o banco central venezuelano disse que a inflação anual da Venezuela, no final do terceiro trimestre em 2015 foi de 141,5 por cento, enquanto que a inflação nos primeiros nove meses do ano passado foi de 108,7 por cento.
O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 7,1 por cento comparando com o terceiro trimestre do ano passado, acrescentou o banco central nos primeiros dados oficiais sobre inflação e crescimento económico.
A Venezuela é altamente dependente do petróleo, que responde por cerca de 96 por cento das suas receitas.
A oposição, que conquistou a maioria na Assembleia Nacional nas eleições do mês passado, afirma que a incompetência das políticas do governo prejudicaram a economia do país.
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