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“São crimes de uma dimensão totalmente nova”. Foi assim que autoridades alemãs descreveram a série de agressões sexuais contra dezenas de mulheres durante a noite de Ano Novo em Colónia, no oeste do país, noticiou a BBC.
Angela Merkel disse que o que aconteceu é inaceitável e que devem ser enviados sinais claros para aqueles que não estão preparados para cumprir a lei alemã. A chanceler alemã salientou que está em cima da mesa a possibilidade de deportar os atacantes envolvidos nos incidentes.
Até agora foram identificados 16 suspeitos mas ainda ninguém foi detido.
Foi convocada uma reunião de emergência para tratar da crise e garantir a segurança de moradores e visitantes, a um mês da comemoração do Carnaval, realizado anualmente na cidade.
Como já noticiamos, um grupo de cerca de mil homens agiram de forma coordenada para assediar sexualmente e roubar múltiplas vítimas em Colónia, na Alemanha.
Segundo testemunhos, os suspeitos revelavam “procedência árabe ou do norte da África”. O volume de ataques foi tal que a polícia não conseguiu dar a resposta necessária; muitos policias foram abordados por pessoas em estado de choque e com crianças a chorar, segundo um relatório interno da polícia que foi divulgado pelos media.
O caso gerou indignação e chocou a Alemanha e ocorreu no centro da cidade, à volta da estação central de comboios e perto da histórica catedral gótica da região. Os atacantes encontravam-se na praça principal a disparar fogo de artifício e a atirar garrafas, pondo em risco a segurança dos presentes.
Um homem descreveu como a sua mulher e a filha de 15 anos foram cercadas por uma multidão do lado de fora da estação, sem que ele pudesse ajudá-las. “Os agressores apalparam os peitos e tocaram-nas entre as pernas.”

Mas os ataques não se ficaram pela cidade de Colónia. Em Hamburgo, no norte da Alemanha, várias mulheres também denunciaram à polícia terem sido assediadas e roubadas na véspera do Ano Novo. O mesmo aconteceu em Estugarda.
Estes incidentes tendem a exacerbar tensões na Alemanha, que recebeu em 2015 um número recorde de imigrantes que fogem da guerra e da pobreza no Oriente Médio e outras regiões de conflito.
Por sua vez, em Helsinki, Finlândia, a policia também reportou ter recebido queixas de assédio sexual na noite de 31 de dezembro. Um agente da polícia afirmou que a polícia tinha sido alertada que grupos de refugiados tinham planeado assédios sexuais e que três refugiados tinham sido presos. “É um fenómeno completamente novo em Helsinki,” disse Ilkka Koskimaki, o chefe da polícia, à agência noticiosa AFP.
Em Zurique, Suiça, a polícia também divulgou que cerca de seis mulheres apresentaram queixa de terem sido sexualmente assediadas e roubadas em ataques semelhantes.
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