
Joe Berardo, o principal acionista dos hotéis Savoy, vendidos neste mês de dezembro ao Grupo AFA, admite ao Funchal Notícias, após o fecho do negócio, que foi uma fase na sua vida bem amarga: “Sofri e ainda estou a sofrer”. É este o rescaldo das emoções do comendador cuja ligação à emblemática cadeia Savoy era profunda e histórica, para além naturalmente da dimensão familiar.
Apesar de não encobrir a mágoa que o invade por ter de vender os hotéis Savoy, Vila Ramos e Santa Isabel a José Avelino Farinha, o homem forte do grupo AFA, assume igualmente um sentimento de tranquilidade e até de descanso: “O mais importante era manter os postos de trabalho de todos os nossos colaboradores. Por outro lado, a venda feita com a condição de construir o novo hotel era para mim um ponto de honra também, porque é uma obra fundamental para a Região que vai dinamizar o turismo e criar postos de trabalho”.
Quanto a possíveis tentativas de impugnação das obras do Savoy, como é exemplo a petição on line feita pela Ordem dos Arquitetos na Madeira contra o excesso de volumetria do imóvel, Joe Berardo considera que não têm sentido porque é uma obra muito bem estudada pelas várias entidades, razão pela qual demorou bastante tempo a ser licenciada: “Se assim não fosse, o hotel já estaria no ar e a faturar”.
Algumas valiosas peças de arte da coleção Berardo ainda estão expostas no Royal Savoy. Um assunto por resolver com o novo proprietário, sem pressas nem pressão, diz o empresário madeirense.
Na Madeira para assistir ao genuíno fim do ano, Joe Berardo adianta que se prepara para ver o fogo no antigo “Molhe”, hoje Funchal Centre ou Restaurante da estilista Nini Andrade Silva, uma amiga de décadas.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





