
Alexis Tsipras, o primeiro-ministro da Grécia, disse que o seu governo está a encher-se de paciência para aguardar que os credores internacionais se tornem “realistas”, após o falhanço das conversações decorridas em Bruxelas, em torno da dívida grega.
O inflexível Tsipras recusa efectuar cortes nas pensões, invocando a dignidade do seu país. Entretanto, o tempo passa e um comissário europeu, Guenther Oettinger, que é também membro do CDU, o partido de centro direita de Angela Merkel, considerou que se as negociações com a Grécia falharem e o governo grego rejeitar definitivamente cortes nas pensões, então a 1 de Julho a Grécia terá de ser considerada uma “área de emergência”.
Segundo a BBC, a Grécia está em risco de falhar num pagamento importante ao Fundo Monetário Internacional em Junho. Sem um acordo de entrega de dinheiro em troca de reformas com o FMI, deverá falhar num pagamento de 1,5 mil milhões de euros.
O acordo de Atenas com a União Europeia também acaba a 30 de Junho e Tsipras tem estado a tentar desbloquear um apoio de 7.2 mil milhões de euros. Mas avisou que mais cortes nas pensões, depois de cinco anos de “pilhagem” sob os programas de austeridade apenas poderiam ser vistos como expedientes políticos.
“Esperaremos pacientemente que os credores voltem a ser realistas. Não temos o direito de enterrar a democracia europeia, na terra na qual a mesma nasceu”, declarou aos jornais.
Este impasse tem tido impacto fortemente negativo na bolsa de valores.
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