Paulo Matos
Portugal atingiu níveis de pobreza alarmantes aliado ao desemprego estrutural, face à atual crise económica.
Embora seja visível por todo o território português, é na Área Metropolitana do Porto que existe uma maior percentagem de desemprego e, consequentemente, uma maior percentagem de pobreza. É constatável, mesmo sem visitar alguns dos bairros sociais da Invicta, a crise económica e social vivida na cidade. Nas artérias da baixa é de constante presença sem-abrigos e pedintes. Uns contam histórias de uma vida desagradável, outros optam pela via das artes para mendigar. Ainda há quem opte pelas vias ilícitas, comummente o tráfico de estupefacientes e furtos, em casos extremos assaltos.
Em certas zonas do Porto, nomeadamente em zonas, de certa forma, deixadas ao abandono, é visível famílias a viver em habitações completamente degradadas estruturalmente e em geral com condições precárias.
Numa cidade em que existem entre 500 a 1000 sem-abrigos contando com dois albergues noturnos já totalmente lotados, o que obriga muitos a terem de optar pela via pública.
Face à crise financeira, nos últimos três anos o número de pedidos de apoio tem vindo a aumentar, tanto a nível de alojamento como de alimentação. Homens com cerca de 40 anos, com baixas habilitações literárias e com problemas associados ao alcoolismo e toxicodependência são o estereótipo mais frequente entre os que procuram os respetivos albergues.
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