O deputado do CHEGA-Madeira na Assembleia da República, Francisco Gomes, criticou o governo da República, o ministro da Administração Interna e a Direcção Nacional da PSP por continuarem, na sua opinião, a ignorar o problema grave dos suicídios nas forças de segurança.
A crítica surge na sequência do suicídio de mais um agente da PSP, que exercia funções no Campus da Justiça e realizava serviços gratificados em Loures, um caso que o deputado considera revelador de uma realidade preocupante e persistente.
“Estamos perante mais uma tragédia silenciosa que tem sido constantemente ignorada por quem governa. Os nossos agentes estão a cair um a um, toda a gente finge que está tudo bem e ninguém assume responsabilidades. Porque é que ninguém dá a cara?”, questiona Francisco Gomes.
De acordo com o deputado madeirense, os dados que têm sido apontados por sindicatos do sector, registaram-se mais de 20 suicídios nos últimos cinco anos, mais de 100 nos últimos 15 anos e mais de 160 nos últimos 20 anos, números que o parlamentar classifica como alarmantes e inaceitáveis.
Francisco Gomes entende que esta realidade resulta de uma combinação de fatores, incluindo sobrecarga de trabalho, pressão constante, falta de meios humanos e logísticos, bem como uma cultura institucional que, no seu entendimento, persegue e penaliza quem denuncia problemas e exige reformas.
“Em vez de apoiarem os agentes, perseguem-nos!”, acusa. “A Direcção Nacional da PSP, o IGAI e o ministro preferem abanar a cabeça, fechar os olhos e calar quem exige mais e denuncia a pouca-vergonha que está instalada nas forças de segurança”.
O deputado aponta ainda os baixos salários, a falta de condições de trabalho e o desgaste psicológico acumulado como factores determinantes para este cenário, acusando sucessivos governos de nada fazerem para valorizar as forças de segurança.
“Há sangue nas mãos de quem governa há décadas e continua a virar as costas a estes profissionais! A culpa também é deles! Preferem proteger criminosos e quem se faz de coitadinho do que respeitar quem arrisca a vida todos os dias”, acusa.
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