O secretário-geral do Juntos Pelo Povo (JPP) acusou esta segunda-feira o PSD/CDS de “perseguição política ao povo de Santa Cruz e à Câmara Municipal eleita democraticamente por maioria da vontade popular expressa a 12 de Outubro”.
Élvio Sousa recorda o último episódio que confirma “a obsessão política” do PSD/CDS por Santa Cruz: “A recusa dos deputados do PSD e do CDS para ouvir na Comissão de Ambiente, Clima e Recursos Naturais os presidentes das câmaras da Calheta, Funchal e Câmara de Lobos sobre a situação da ETAR da Calheta e a qualidade das águas balneares do Gorgulho, Docas do Cavacas, zona marítima do Clube Naval e Praia do Vigário, e de só terem aprovado a audição parlamentar à presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz (sobre a ETAR do Caniço), vem demonstrar apenas isto: o PSD e o CDS estão a usar o parlamento para perseguir Santa Cruz e sua população.”
O líder da oposição encontra neste comportamento “a velha máxima do PSD, agora com uma nova maioria de um deputado, e com a cumplicidade do aliado CDS”.
“Como não ganharam nas urnas, com trabalho, com argumentos, com competência e seriedade, usam o Parlamento regional como instrumento de perseguição e de vingança políticas”, sublinha o dirigente do maior partido da oposição. “Estão carregados de ódio e de ira. Mas o tempo que aí vem, a inteligência do povo, o comportamento enviesado, irá encarregar-se de castigar uns e outros”, profetizou.
A recusa em ouvir os presidentes das câmaras onde o PSD/CDS governa e o terem aprovado apenas a auscultação da presidente da Câmara de Santa Cruz, é demonstrativo do que pretendem os dois partidos, segundo Élvio Sousa.
“Ao forçar, apenas, a audição da senhora Presidente da Câmara de Santa Cruz do JPP, Élia Ascensão, sobre a situação das águas balneares dos Reis Magos (que os relatórios oficiais classificam de excelente); e ao rejeitar ouvir os demais presidentes das câmaras do PSD, cujos relatórios do próprio Governo dão nota negativa à qualidade das águas, o PSD não está a querer tratar, com seriedade e elevação, as questões ambientais. Está a usar o parlamento como um campo de batalha!”, insurge-se Élvio Sousa.
O líder do JPP prosseguiu: “Vejamos a diferença de visão, de responsabilidade e de conduta. O JPP usa o Parlamento regional para ajudar a resolver os problemas das famílias e das empresas. Para trazer soluções ao elevado custo de vida, à inflação, aos problemas na saúde e à falta de habitação. O PSD e o CDS, ao invés, estão a usar o Parlamento para perseguir a Câmara do JPP e a livre escolha popular. Isto é uma prática comunista e fascista, que os renovadinhos de Albuquerque aprenderam com o chefe.”
O maior partido da oposição recorda que Albuquerque também havia “instrumentalizado a Inspecção Regional de Finanças, que parece uma polícia política do PSD, a par agora da ARAE, para efectuar uma auditoria em Santa Cruz em 2022. Vingativos que eles são. Abuso de poder. Mas recordo, o julgamento veio, um ano depois, com a detenção de vários membros da família PSD, e que deixou Albuquerque em terra porque tinha e tem a imunidade”, conclui.
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