A candidata independente do Juntos Pelo Povo (JPP) à presidência da Câmara Municipal do Funchal anunciou este sábado um “plano para a construção urgente de habitação” para os jovens e as classes média e trabalhadora.
“Quem vive e trabalha no Funchal tem de ter acesso a uma habitação condizente com o seu salário”, defendeu Fátima Aveiro, falando no Bairro da Nazaré. “Vamos devolver o Funchal aos residentes”, prometeu.
A candidatura do JPP levou a cabo este sábado uma acção de pré-campanha na freguesia de S. Martinho, para contactos com as populações e comerciantes, com membros da equipa candidata à vereação, às juntas de freguesia e dirigentes do partido.
“Esta Câmara não tem uma estratégia sólida para responder à elevada carência de habitação”, observou Fátima Aveiro. “É lamentável que se tenha chegado a este ponto em que os jovens, a classe média e as classes trabalhadores tenham sido afastados da sua própria cidade pelo Município. Temos um plano realista para responder a este grave problema, com urgência, se a população a 12 de Outubro confiar no nosso projecto.”
A candidata separou a habitação pública da habitação social. “Esta destina-se a pessoas com fracos recursos financeiros e tem de prosseguir”, realçou. Já a estratégia da candidatura do JPP para a construção de habitação pública, destinada a jovens e classes média e trabalhadora, passa por três níveis.
“Primeiro, vamos desenvolver contactos para assegurar que a Câmara do Funchal acede, de forma autónoma, às verbas que a União Europeia irá consagrar no próximo quadro plurianual”, explicou. “É a primeira vez que isso acontece e nós vamos nos candidatar a esses fundos, sem termos que depender do habitual centralismo do Governo Regional em relação a tudo o que são dinheiros comunitários.”
A candidata prosseguiu: “Segundo, esta câmara, que está em fim de mandato, em apenas quatro anos, entre 2021-2025, mais do que duplicou a arrecadação de receitas apenas com o IMI e o IMT. Passou dos 35 milhões de euros para os 73.857 milhões de euros. Estamos a falar de receitas oriundas do sector imobiliário, logo, uma parte importante dessa verba tem de ser investida em mais habitação para quem vive e trabalha na cidade.”
“Existem no Funchal aproximadamente 1.050 prédios rústicos e urbanos propriedade da Região. É hora de colocar este património na resposta urgente à construção de mais habitação”, defende ainda Fátima Aveiro: “Há verbas do IRU, há fundos, o que se vê é que este problema da habitação foi descurado, não construíram para as pessoas, preocuparam-se apenas com habitação de luxo, e nós vamos inverter esta política desastrosa para devolver o Funchal aos residentes, connosco isso vai acontecer.”
A candidata diz que “o que se passou recentemente com o licenciamento por parte da Câmara do Funchal de alojamento local em habitação cooperativa, com apoios públicos, prova a ausência de uma estratégia séria para responder à falta de habitação e sinaliza o desnorte de uma gestão elitista que não governou preocupada em cuidar melhor dos nossos, mas focada em grupos e interesses particulares”.
Nos contactos com as populações, Fátima Aveiro diz ter ouvido “muitas queixas” dos moradores do Bairro da Nazaré.
A candidata diz que falar da habitação inclui também reabilitar e realizar obras de melhoramentos nos prédios construídos pelo município e Governo Regional. “Muitos dos residentes já disponibilizam a mão de obra, mas precisam de ajuda para resolver problemas, tais como o chão que se levanta, infiltrações de águas, humidades, é preciso trabalhar a relação de vizinhança e a gestão dos condomínios, isso faz parte da gestão municipal”, concluiu.
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