O adepto, sócio e ex-dirigente do Marítimo, Eugénio Mendonça partilhou este desabafo nas redes sociais:
“Desde que me conheço como gente, corre-me nas veias um sangue rubro tingido de verde! O meu Maritimo é uma das minhas paixões. Disse várias vezes como fraco e tendencioso comentador que nunca seria dirigente deste clube porque achava que o clube teria muitos candidatos com competência e capacidade bem superiores à minha. Mas descuidei-me!!! Num momento de aperto, o clube se arrastando no fundo da tabela classificativa, e após convite de Rui Fontes , aceitei o cargo de vice presidente numa lista candidata. Agora reconheço que foi um erro! Não tinha nem tenho capacidade para ser dirigente deste grande clube. Desde o primeiro momento deu para perceber que os “ donos disto tudo” fariam o possível e impossível para rebentar com tudo….um relvado impraticável e pedir para jogar na Choupana; um plantel com qualidade mas desmotivado e desequilibrado; os sócios afastados e as claques tratadas abaixo de cão… enfim a primeira época decorreu com o objetivo conseguido: a manutenção.
Depois é o caos ,treinadores,jogadores desentendimentos e culmina com a descida de divisão. Dor incontrolável e de memória dura e fria.
Os DDT, que se mantinham em festejos num restaurante da nossa praça,após cada derrota do Nosso clube, procuraram alimentar uma guerrilha cujo principal objectivo era colocar um presidente “mandado e orientado “ por eles. Correu mal, uma vez,duas vezes e mesmo com a proteção da comunicação social, que sempre manteve uma postura estranha e pouco lógica, as coisas foram se arrastando. Uma chapada,uma entrega dos terrenos de Santo António,uma estrutura do estádio não legalizada, uma anarquia de gestão e eis que se acaba a segunda época pior que a primeira e sempre em queda. Descidas de escalão, desinvestimento no futebol feminino, venda de jogadores sem critérios, a não ser o financeiro, e para acabar , um clube como o nosso a gritar Tondela! Não pertenço a este tipo de viver e de pensar. Continuarei a pagar quotas mas deixarei a partir de hoje de frequentar os estádios onde jogar o Maritimo. Não faço promessa porque não sei se vou resistir a uma final da taça de Portugal,ou a uma subida! Mas vou resistir a um clube cujos destinos foram politizados e cuja ordem de vida é outra! O Maritimo é alma,é força, sofrimento,mas é no final vitória. E nada disto vai ocorrer num futuro próximo. Não responderei nem farei inimigos,aqueles que não concordarem comigo. O sofrimento que tenho no coração e na alma ao longo destes últimos 20 meses é suficiente. Estarei por aqui,mas distante do nosso estádio,sofrendo num patamar mais afastado e ciente que há mais marés que marinheiros.
Aos Chinos, aos Isaques,aos Vascos ,aos Emanueles, aos Nunes, aos Calistas,aos Andrades,às memórias de todos,e ainda ao Ângelo,ao Rui,ao Noemio,ao Eduardinho,ao Petita e a todos os que fizeram grande este clube, o meu agradecimento. Por ora vou me retirar e rezar para que em vez de vender jogadores….vendam outros activos do clube. Adeus”.
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