MPT presta homenagem aos enfermeiros e apresenta propostas na Saúde

O MPT emitiu um comunicado, neste Dia Internacional do Enfermeiro, prestando homenagem a todos os profissionais de enfermagem, “que todos os dias, com dedicação, competência e humanidade, asseguram o funcionamento do sistema de saúde português, muitas vezes com poucos meios e sem o devido reconhecimento”.

Como partido profundamente humanista, o MPT afirma defender uma política de saúde centrada nas pessoas, no acesso universal e na valorização profissionais. “A crise que enfrentamos hoje no SNS e no Serviço Regional de Saúde da Madeira (SESARAM) é o resultado de uma estratégia errada: cortar onde mais se devia investir”, diz uma nota da responsabilidade de Ricardo Camacho, candidato n.º 1 à Assembleia da República pelo círculo da Madeira “.

A RAM, apesar de dispor de competências próprias em matéria de saúde, continua a ser tratada como periférica nos critérios de financiamento nacional. Esta injustiça compromete a qualidade dos cuidados de saúde prestados e sobrecarrega os profissionais, numa região marcada pela dupla insularidade e envelhecimento da população.

O MPT apresenta soluções realistas, com impacto directo na vida dos madeirenses e dos portugueses:

  1. Aumento efectivo das transferências do Orçamento do Estado para a Saúde na RAM, ajustado aos custos acrescidos da insularidade e da dispersão geográfica, de forma a garantir a sustentabilidade do SESARAM;
  2. Criação de um Fundo Nacional de Compensação para Regiões Insulares na área da Saúde, garantindo igualdade no acesso a serviços médicos especializados, tratamentos oncológicos, deslocações e exames;
  3. Plano especial de reforço de pessoal clínico na RAM, com incentivos salariais e fiscais à fixação de médicos, enfermeiros e técnicos superiores nas ilhas, incluindo habitação acessível e estabilidade contratual;
  4. Redução de listas de espera, através da criação de equipas multidisciplinares dedicadas e da contratação transparente de serviços externos, sem clientelismo político;
  5. Investimento na saúde preventiva e comunitária, com reforço dos cuidados de saúde primários e programas de proximidade nos concelhos mais isolados;
  6. Valorização imediata da carreira de enfermagem e das restantes carreiras da saúde, combatendo a fuga de profissionais com melhores condições salariais e de progressão.

“A autonomia regional deve ser um instrumento de progresso e não uma desculpa para o desinvestimento. O Partido da Terra propõe-se à Assembleia da República com uma visão construtiva e realista: exigir respeito pela Madeira, lutar por um novo modelo de financiamento da saúde e defender o direito dos cidadãos a serem tratados com dignidade”, diz o partido.


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