PSP diz que foi a pedido da Protecção Civil que impediu a passagem de jornalistas

A Polícia de Segurança Pública da Madeira informou hoje a Agência Lusa de que a polémica restrição de acesso dos jornalistas no Curral das Freiras, da qual a delegação regional do Sindicato dos Jornalistas se queixou, resultou de um pedido da Proteção Civil, “de forma a ter liberdade de actuação”.

“Estamos em condições de confirmar que houve efectivamente restrição aos acessos, por pedido expresso da Protecção Civil, que pretendia ter liberdade de actuação e garantia de perímetro de segurança, de forma a que a população residente pudesse retirar os seus bens, alimentar os seus animais e que os mais renitentes estivessem preparados para evacuação de emergência”, disse a PSP respondendo por escrito às questões da agência Lusa.

Esta situação ocorreu na madrugada de sábado, diz a PSP, “obrigando a que, ao longo do dia, tenha resultado numa presença policial permanente a auxiliar a Protecção Civil”.

“O avanço e recuo das chamas foi inconstante, motivando por isso mesmo que os pedidos de colaboração da Protecção Civil fossem variando consoante a perigosidade e proximidade das chamas”, diz a Polícia.

Quanto à outra situação de impedimento, que o Sindicato dos Jornalistas diz ter ocorrido no domingo, na Fajã dos Cardos, a PSP diz que se reporta a segunda-feira.

“Naquele local, a Protecção Civil solicitou que na zona onde se encontravam os órgãos de comunicação social, deveriam apenas permanecer moradores, de forma a que pudessem retirar os seus bens e acudir aos moradores mais necessitados e debilitados, já que os demais presentes que se encontravam naquele local estavam a condicionar as operações de combate aos incêndios e nessa zona ocorreria dentro de momentos a concentração dos restantes meios que se concentrariam para atacar aquela frente do incêndio, sendo consequentemente aumentado o perímetro de segurança”, refere a Polícia.

O Sindicato dos Jornalistas criticou  “pressões e restrições” na cobertura do incêndio.

Jornalistas e outros profissionais de comunicação não tiveram liberdade de movimentos por impedimentos policiais.

 “Houve indicações claras por parte da PSP para não permitir o acesso da comunicação social ao local, sendo que esta dificuldade só foi superada após vários contactos para que pudessem permitir a passagem dos jornalistas”, disse o Sindicato.

“O que este sindicato não entende é a dualidade de critérios na permissão de passagem na estrada encerrada pelos agentes da PSP. Permitiram um deputado do JPP circular, em acção de campanha, e impediram os jornalistas de passar para exercer a sua actividade: informar”, declarou o sindicato na altura.

A PSP responde dizendo que, na altura em que o deputado esteve no local, a situação não era tão grave, “não tendo sido vedados acessos aos órgãos de comunicação social para se deslocarem ao mesmo local onde se encontrava o parlamentar”.


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