A Câmara Municipal do Funchal tem mobilizado os seus carros de combate, desde os “Abrahms” aos “Leopard”, no duro combate à sujidade causada pelas flores dos jacarandás que fazem da Rua João de Deus uma das mais carismáticas do Funchal. As árvores, naturais da América do Sul, produzem uma flor de belo tom lilás. O pior é na época do ano em que as mesmas caem: transformam os passeios numa autêntica cola, que adere às solas dos sapatos e que o moradores transportam, sem o desejar, para suas casas. Pior do que isso é que a autarquia deixa os ramos das árvores crescerem para cima das casas da dita rua. As terríveis flores entopem as caleiras destinadas ao escoamento das águas pluviais, sendo difícil limpá-las em casas de complicado acesso ao telhado.
As flores dos jacarandás caem como autêntica chuva. Aparentemente estas árvores sofrem de uma doença cujo combate é efectuado com… jatos de mangueiras de alta pressão, com água e sabão. Pelo menos, era isso que se fazia no tempo em que o vereador Costa Neves estava à frente do pelouro do Ambiente, na CMF. Lavagens regulares para ajudar a manter as árvores saudáveis.
Tal nunca mais aconteceu. As flores vão caindo, como fazem todos o anos, e os trabalhadores da autarquia lutando todos os dias para limpar o que todos os dias fica outra vez sujo. Lavam a rua inteira com mangueiras e um carro tanque um dia, e no outro já está quase igual.
Hoje deparámo-nos com estas manobras com nova maquinaria: limpeza conjunta com mangueiras/ e carro-escova. Passadas umas horas, as folhas dos jacarandás já estavam novamente a amontoar-se na rua.
A beleza dos jacarandás é incontestável. Mas as árvores, plantadas na primeira metade do século passado, definitivamente não são do tipo apropriado a ambientes urbanos. Não, pelo menos, sem a devida manutenção. É um acontecimento raríssimo, o podarem-se alguns galhos.
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