JPP critica recusa de Albuquerque em baixar o IVA, mas cobrar taxas para lugares de interesse turístico

O JPP criticou hoje o facto de o presidente do Governo Regional recusar baixar o IVA, mas ir cobrar entradas no miradouro do Cabo Girão O presidente do grupo parlamentar, Élvio Sousa, falava naquele local, que passará a ter uma taxa cobrada a cada visitante, incluindo madeirenses.

“Miguel Albuquerque é um poço de incoerências. Na mesma semana que recusou baixar o IVA, uma proposta apresentada pelo JPP, anunciou a cobrança de entradas em pontos turísticos, nomeadamente no Cabo Girão. Ou seja, Albuquerque não quer baixar o IVA para descer o custo de vida, mas para carregar mais cobranças sobre os madeirenses, não hesita”, referiu Élvio Sousa.

“As incoerências de Albuquerque não se ficaram por aí! Na mesma semana em que criticou a ecotaxa turística de Santa Cruz, que segue as directrizes do estudo do Governo Regional da Madeira de 2015, anunciou as cobranças turísticas aos pontos de interesse turístico da Região, nomeadamente ao Cais do Sardinha e ao Cabo Girão”.

“Esta situação demonstra que a visão de Miguel Albuquerque anda distorcida, e que o fanatismo ideológico gera cegueiras e incoerências. Esquece-se de dizer o presidente do Governo, que, em 2015, gastou quase 50 mil euros num estudo para a implementação de uma taxa turística da Região, uma mesma taxa com objectivos idênticos à ecotaxa turística de Santa Cruz, que agora também critica, estudo esse que recomenda taxar a dormida e não o percurso turístico”, recordou.

“É lícito concluir que haveria coerência por parte de Miguel Albuquerque, usar a sua influência no seio do PSD nacional para ser consentâneo com aquilo que defende, pois ao discordar das ecotaxas municipais deveria, desde já, pedir a abolição das taxas de dormidas das cinco câmaras municipais lideradas pelo PSD que a aplicam. E não se esqueça, também, do Porto Santo cujo regulamento se encontra activo”, concluiu.