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Em mês de eleições autárquicas não poderia deixar de efectuar um rescaldo do que foi, para mim, estas eleições autárquicas. Eleições essas que são decididamente as mais próximas do povo e as que têm um impacto mais directo no dia a dia dos nossos cidadãos.
Na Região Autónoma da Madeira que é constituída por 11 concelhos incluindo já a Ilha do Porto Santo candidataram-se em eleições vários partidos, movimentos e ainda houve espaço para algumas coligações. Apesar de as eleições terem sido a nível continental e ilhas centrarei o meu comentário e análise a nível regional.
No que concerne à representação do meu partido, o CDS-PP Madeira, o mesmo apresentou-se sob várias formas nestas eleições. No Funchal, na Ponta do Sol, no Porto Moniz, em São Vicente, em Machico, em Santa Cruz e no Porto Santo apresentou-se em coligação com o PSD-Madeira. Na Ribeira Brava apoiamos um movimento independente. Em Câmara de Lobos, na Calheta e em Santana concorremos em listas próprias.
Em termos de campanha autárquica, pela primeira vez fiz campanha ao lado de um partido que não o meu. Confesso que no início senti-me um pouco estranho no meio de um laranja desconhecido, mas em política temos de ter a capacidade de nos mobilizar e enfrentar os desafios que nos colocam pondo sempre à frente os interesses dos nossos cidadãos. Ao longo desta campanha conheci pessoas, histórias de vida, tive contacto com outra forma de fazer política que não era a minha, mas são nestas novas experiências que aprendemos sempre um pouco mais. Quero agradecer em especial a todos os candidatos de Junta de Freguesia da coligação do Funchal Sempre à Frente pela forma calorosa que me receberam a mim e aos meus. Foi um caminho longo, mas vitorioso e só podemos estar orgulhosos dessa grande vitória.
Estas eleições no Funchal marcaram pela diferença porque a direita se manteve unida e conseguiu destronar da Câmara Municipal do Funchal o socialismo desgarrado que promete tudo a todos sem ter razoabilidade nem económica e muito menos social. Nestas eleições, sem sombra de dúvidas, que os grandes vencedores da noite, foram os Funchalenses. Foram esses que tiverem ao nosso lado neste grande volte face, foram eles que acreditaram num projecto novo para a cidade, foram eles que mobilizaram os seus para este grande triunfo eleitoral.
Quero agradecer ao Dr. Pedro Calado toda a sua entrega e dedicação e por ter tido a coragem de apresentar equipas credíveis neste grande projecto que foi o Funchal Sempre à Frente. À nossa nova vereadora, Professora Margarida Pocinho deixar-lhe uma palavra de agradecimento por estar sempre presente quando a missão partidária a convoca e desejar-lhe o maior dos sucessos neste seu novo desafio autárquico.
Mas sendo o meu coração azul, não poderia deixar de fora os meus. Ao nosso candidato de Câmara de Lobos, Amílcar Figueira, dizer-lhe que foi uma honra e um prazer poder ter estado na sua terra a fazer campanha a seu lado. Um homem da terra, que não esquece os seus e com um sentido de missão que não há igual. O resultado em Câmara de Lobos não foi o esperado, mas quero que saibam que não foi por falta de empenho ou de dedicação desta excelente equipa que soube levar a marca CDS ao longo de todo o concelho. A implantação autárquica continua assegurada nas assembleias de freguesia e assembleia municipal do concelho. Este resultado foi deverás injusto, mas também poderá ser explicado pelo crescimento dos extremismos na política, algo que deve ser motivo de reflexão e análise de todos os Madeirenses.
No caso da Calheta, felicitar a eleição dos nossos grandes presidentes de Junta, Gabriel Neto e Paulo Rodrigues pelas suas respectivas eleições e por manterem a implementação do partido forte nestas freguesias. Infelizmente nestas eleições o CDS perdeu a sua Junta na Ponta do Pargo, liderada por Manuel da Costa. A Junta passa para domínio laranja e acho que é preciso retirar as devidas ilações sobre o que se passou. A meu ver a questão da coligação PSD-CDS a nível governativo poderá ter feito alguma confusão aos habitantes da Ponta do Pargo, o que se traduziu neste cenário. O CDS-PP Madeira tem uma histórica relação com o povo da Calheta e essa marca nunca deve ser esquecida. A todos os restantes elementos eleitos votos de sucesso neste próximo mandato autárquico.
A Santana, o que é de Santana e do seu povo, mais uma vez o CDS marca mais um passo na sua história neste concelho e pela mão de Márcio Dinarte mantém Santana como o bastião do CDS-PP Madeira. Um resultado que é merecido pela grande capacidade de mobilizar os recursos da autarquia em prol das pessoas. Um claro sinal que em Santana o povo consegue distinguir o trigo do joio e premiar quem está a seu lado. Apesar desta vitória camarária, o CDS perdeu a Junta de Freguesia de São Jorge, penso que a questão aqui poderá ter sido a mudança de candidato que não tornou óbvio o voto útil no nosso partido. Apesar dessa situação queria prestar o meu agradecimento a todos os eleitos e desejar-lhe votos de sucesso nesta nova caminhada autárquica.
No final das noites eleitorais existe sempre o sentimento misto de justiça e injustiça, mas é preciso sempre retirar ilações dos acontecimentos para podermos perceber o que correu bem e o que correu menos bem. Apesar das duas grandes conquistas do CDS no Funchal e em Santana é importante reflectir que em termos individuais o CDS perdeu vereadores, deputados municipais e membros da assembleia de freguesia. Esta situação deverá ser alvo de reflexão interna, pois acho relevante no final de cada acto eleitoral começar-se já a perspetivar o futuro das próximas eleições e retirar as devidas ilações políticas. Agora é tempo de por mãos à obra e começar desde já a definir novas estratégias e reunir as equipas para o próximo desafio autárquico. Porque o CDS é sem sombra de dúvidas a alternativa credível da direita na Madeira!
*o autor escreve segundo a antiga ortografia da língua oficial portuguesa*
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