Estepilha: no actual CDS não há decepados como Duarte de Almeida

Rui Marote

Estepilha: na história actual, o CDS Madeira não tem nenhum Duarte de Almeida. Para sabermos o feito heróico desta figura, temos que nos reportar ao ano 1476, quando se distinguiu pela sua bravura na batalha de Toro. O estandarte real estava confiado a este alferes-mor. O inimigo castelhano queria apoderar-se deste troféu. Uma cutilada cortou-lhe a mão direita; indiferente à dor, reza a História, empunhou com a esquerda o estandarte que lhe fora confiado; deceparam-lhe então também a mão esquerda. Ora, Duarte de Almeida, desesperado, tomou o estandarte nos dentes, sendo então despedaçado, mas procurando resistir sempre até ao fim.
Hoje os dirigentes centristas como já denunciámos, escondem o estandarte nas bagageiras dos carros e apresentam-se nas campanhas de mãos vazias para não serem identificados.
Regressámos a 1975, quando ser CDS tinha rótulo de fascista. Vivíamos uma época de perseguição, o que não é exactamente o caso de hoje. Os actuais mantras centristas não são o do espírito de servir mas de se servirem. Deixou de ser a única muleta, porque o partido das setas já recorre ao RIR… Nem essa exclusividade têm.
O destino está traçado, o pequeno exército deserta e os centristas cometerão o crime de “lesa pátria e lesa majestade”, vendidos por um prato de lentilhas, integrando a laranja doce que pode tornar-se azeda. Vêm aí dias difíceis, Estepilha…

Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.