Porto do Funchal com 111 marcações para acostagem de cruzeiros a partir de outubro

Fotos Rui Marote

O Porto de cruzeiros do Funchal tem 111 marcações para acostagem de navios a partir de outubro.

A informação foi revelada pelo secretário regional da Economia, esta manhã, à margem da visita a duas empreitadas de beneficiação que estão a decorrer na Gare Marítima do Funchal e que, segundo o governante, ficarão concluídas até ao final do mês de setembro.

“A partir de outubro, há 111 marcações para acostagem de navios de cruzeiro, o que revela um sinal animador para o futuro”, declarou, lembrando que a retoma do mercado está dependente de questões de segurança e de confiança do próprio mercado.

Nesta que foi a primeira visita às instalações da APRAM, desde que foi transferida a tutela para a secretaria regional da Economia, Barreto afirmou que “é uma empresa muito relevante para a Região Autónoma da Madeira”.

A Administração dos Portos da Região Autónima da Madeira gere 3 portos e 11 cais, possuindo um conjunto de infraestruturas e, nesse sentido, disse, “é preciso preparar esta empresa rumo ao futuro, tornando-a mais competitiva para os agentes económicos”.

Na ocasião, Rui Barreto abordou ainda a questão das isenções concedidas, durante a pandemia, aos concessionários de áreas que são tuteladas pela APRAM, algo que na sua opinião “foi importante, porque eram áreas fortemente ligadas ao movimento de mercadorias, mas também de cruzeiros, que não estavam a faturar”.

Nesta primeira visita do secretário da Economia à Administração dos Portos, o titular da pasta aproveitou a oportunidade para visitar e conhecer os gabinetes dos Serviços Técnicos e Administrativos, fazendo-se acompanhar pela presidente do Conselho de Administração, Paula Cabaço, a quem manifestou “total confiança”.

Reagindo à notícia lançada, hoje, pelo líder do Partido Socialista, que compromete-se a  “ressuscitar” o tema do ferry no Congresso Nacional do PS, o secretário da Economia lembra que o ferry constitui uma “obrigação constitucional do Governo Central e do Estado Português”.

Além disso, acrescenta, “se há essa vontade de restabelecer uma linha em, que ela necessite de auxílios estatais, esses devem ser assegurados pelo Governo da República”.

Barreto espera que “não seja mais um fogacho” e que “entre um murro na mesa, uma bica e uma aguardente de Monchique”, Paulo Cafôfo “venha de ferry de Portimão para a Madeira”, atirou.

“Na última concessão que foi feita, durante três anos e três meses, a APRAM isentou as taxas ao armador. Se algum armador quiser fazer a operação, poderá fazê-lo a qualquer momento. Se esse armador precisar de auxílios estatais, então cabe ao Governo da República assegurar através do princípio da continuidade territorial”, concluiu.