Pedro Ramos muito cauteloso quanto à reabertura de actividades, praia e futebol incluídos

Pedro Ramos diz que as autoridades regionais vão acompanhar cautelosamente o evoluir da situação, à medida que se retoma alguma actividade económica e se suspende o confinamento a que as pessoas estavam até agora obrigadas no âmbito do estado de Emergência. O governante com a pasta da saúde não responde ainda claramente às perguntas sobre se haverá uma época balnear este ano, mesmo em termos gerais, sem especificar em que moldes a mesma poderia ocorrer. Questionado pelos órgãos de comunicação social, Pedro Ramos é muito cauteloso, dizendo que “Maio e Junho serão meses de transição” no contexto da pandemia, e sempre a acompanhar a evolução da mesma, até porque, o que se tem visto internacionalmente é que quando se flexibilizam as medidas de confinamento, surge geralmente um aumento de casos de Covid-19. “Haverá ciclos de avaliação”, com a duração de um período de quarentena, para as novas medidas que amanhã serão anunciadas, por volta das 13 horas, pelo presidente do Governo Regional da Madeira.

Tudo para que, ao reiniciar actividade económica de uma forma “faseada, gradual e sectorial”, não se perca o controle da pandemia.

“Sempre que há um relaxamento há um aparecimento de novos casos”, insistiu, realidade verificável a nível internacional. A necessidade de reabrir a economia tem de caminhar a par e passo com a capacidade de resposta dos serviços de saúde. Até agora, o SESARAM tem tido capacidade de resposta, até porque houve pouquíssima gente internada. Mas há muita gente que tem de ser testada e acompanhada. Pedro Ramos admitiu a sensação de que a curva epidemiológica da Covid-19 na Região está controlada, mas não quer, obviamente, deitar tudo a perder.

Esta cautela do secretário regional da Saúde e da Protecção Civil estende-se à possibilidade de reiniciar-se a normal actividade do futebol, considerando tal hipótese como sendo “de alguma dificuldade”, ainda não existindo uma perspectiva definitiva do GR a respeito da situação. “Se pensarmos que a Alemanha também recomeçou treinos, mas que os jogos serão à porta fechada, se pensarmos que a França bloqueou até Setembro a conclusão do campeonato, que a Itália ainda não se pronunciou”… Classificando esta como uma decisão difícil, Pedro Ramos admite que todos queremos retomar alguma actividade, todos nós gostamos de desporto, todos nós praticamos desporto, o futebol sempre foi o ópio do povo, se é que assim se pode dizer, mas naturalmente temos de pensar primeiro na segurança das pessoas”. E, no caso do futebol, são atletas, dirigentes e todo um staff que pode comprometer uma equipa e depois causar o atraso dos jogos. Dando exemplos internacionais de jogadores que mantiveram-se positivos em Covid-19 durante mais tempo do que se estava à espera, pediu “respeito” para que o futebol “não seja responsável por uma segunda onda de Covid-19”.

“Vamos ver o que Portugal vai decidir”, concluiu.


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