
Thomas Dellinger é professor associado na Universidade da Madeira. Refletindo sobre a covid 19, defende que aligeirar as medidas de confinamento social poderá ter efeitos nocivos e seria abrir a porta a uma segunda vaga de infeção.
Dellinger é conhecido pelas suas investigações ao nível da ecologia comportamental, mais precisamente ao nível da ecologia pelágica das tartarugas marinhas. Através da sua página de Facebook, o professor universitário divulga aquela que é a sua reflexão sobre a pandemia que o mundo enfrenta, centrando-se em alguns “factos básicos”, que o FN reproduz.
“1. Estamos neste momento com uma % de infetados de menos de 0.3%. Isso significa que acima de 99% da população portuguesa (e do Mundo) ainda não teve contacto com o vírus e é, portanto, “suscetível” a ser infetada.
2. Segundo os modelos epidemiológicos estima-se que somente poderemos voltar à normalidade pré-covid quando cerca de 60%-80% da população pertença ao grupo dos “resistentes”, ou seja, tenha sido infetada e sobreviveu ou tenha sido vacinada.

3. Isto significa que estamos no início do combate à pandemia e não na fase de pico ou patamar, pese a curva dos infetados aponte nessa direção. As curvas de previsão do número de casos novos e do número de casos confirmados espelham somente as taxas de propagação do vírus, e, devido ao isolamento social imposto, e bem, pelos governos, essas curvas apontam para uma redução no final deste mês ou do próximo. Isso resulta essencialmente em que o grau de afluência aos serviços de saúde seja espaçado no tempo, e não espelha o progresso da pandemia.
4. Devido ao dito a pandemia veio para ficar, provavelmente por muitos meses senão ano ou mais, e corremos um sério risco de, se reduzirmos o grau de confinamento estaremos sujeitos a uma segunda vaga de infeção.
5. Temos de começar a pensar em como retomar as nossas atividades e a economia de forma a minorar os impactos sobre as pessoas tanto na saúde como na sua economia.
6. Segundo vários artigos e opiniões de especialistas, poderemos lentamente aumentar o grau de interação entre as pessoas, e consequentemente a economia, através de 3 medidas: (1) Imposição do uso de máscaras FFP2 generalizado (se tivermos acesso); (2) Uso de aplicações de telemóveis que permitam reconstruir as cadeias de infeção; (3) Testes massificados.”

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