O presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, Emanuel Câmara, deu conta de ter participado, esta manhã, numa reunião por videoconferência com o secretário regional da Saúde e Protecção Civil , Pedro Ramos. Neste encontro participaram também os restantes presidentes de Câmara da Região Autónoma da Madeira. Eman uel Câmara diz ter colocado questões “pertinentes e que têm sido veiculadas pela população”.
As mesmas foram relativas, por exemplo, ao encerramento dos Serviços de Urgência, quer no Porto Moniz, quer em São Vicente, remetendo qualquer emergência para o Centro de Saúde da Ribeira Brava, “localizado a uma distância que, dependendo do quadro clínico, poderá impedir que um utente seja atendido em tempo útil”.
Por outro lado e em consequência da reestruturação dos serviços de Saúde, a população do Porto Moniz “queixa-se de ter ficado sem médico de família e, consequentemente, sem informação sobre exames e tratamentos que estavam agendados”.
Já relativamente à redução do número de enfermeiros ao serviço no concelho, Pedro Ramos foi questionado relativamente ao facto das visitas domiciliárias de enfermagem poderem não estar a decorrer com a regularidade necessária que garanta cuidados de qualidade a pessoas acamadas. Sem a figura dos médicos de família no activo, “será necessário assegurar que são criados adequados canais de comunicação para que os enfermeiros, que desenvolvem um trabalho tão meritório, reportem, de forma célere, complicações no estado de saúde dos utentes que acompanham”.
A população idosa tem ainda manifestado dificuldades em recepcionar as receitas médicas por SMS, pelo que Emanuel Câmara disponibilizou os serviços do Gabinete de Apoio ao Idoso, que já fazem entrega de compras e medicação ao domicílio, para que sirvam de interlocutores neste processo de recepção das receitas pelos idosos, garantindo maior celeridade no acesso à medicação.
“Esta reunião foi aproveitada igualmente pelo presidente da Câmara para solicitar ao secretário regional da Saúde que transmita aos responsáveis pela tutelaa necessidade das autarquias, designadamente Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, participarem de forma activa na gestão do Fundo de Emergência Social, “garantindo uma distribuição mais criteriosa e adequada das ajudas disponibilizadas”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






