Decide-te e deixa os outros se decidirem

Definitivamente, que gosto de pessoas decididas. Que digam logo, sim ou não. Não gosto de pessoas que usam, constantemente, o talvez, deixando tudo num terrível impasse. Gosto, igualmente, de pessoas que decidem pela sua cabeça e não pela cabeça dos outros.
Por isso, decide-te e deixa os outros se decidirem. Não deixes é os outros decidirem por ti. Toma a dianteira, fala, escreve, acrescenta algo, concorda, discorda, mas opina sem medo. A tua decisão conta, por vezes, mais do que imaginas.
Quem nunca passou por aqueles momentos em que ficámos a pensar “seria tão bom se…”? E, infelizmente, por vezes, ficámos muito tempo a pensar no “se”, em vez de atuar logo.
Portanto, decide-te, de uma vez por todas, se queres continuar a lutar pelo que acreditas ou contribuir para alimentar alguns parasitas e corruptos que se intitulam defensores do povo. Muitos deles estão mesmo debaixo do nosso nariz. E então em altura de eleições, é vê-los todos, alinhados como cordeirinhos, com as melhores receitas que, supostamente, resolvem todas as maleitas. No entanto, assim que termina a época eleitoral, tudo fica igual ou pior mesmo.
Há que descruzar os braços e revindicar no que, efetivamente, acreditámos. Não digam que não vale a pena. Pois isso é o que eles querem. Há por aí uma série de criaturas que querem decidir por nós, como se fôssemos puras personagens de um teatro de marionetas. Na verdade não querem pessoas com muitas ideias, criativas, porque isso perturba-os, dia e noite.
Acredito que a coragem de decisão está ao alcance de todos. E que se vai sempre a tempo de mudar algo para melhor, neste mundo em desordem. Infelizmente, há pessoas que não conseguem vencer o medo para tomar uma decisão assertiva que poderia melhorar a sua vida e até da sua comunidade.
Opta sem medo por um pensamento crítico e criativo, procura outros sentidos, outros pontos de vista, outras possibilidades. Lembra-te que ao decidires estás a fazer acontecer. Pegando no título do livro de Manuel Clemente “Se sentes não hesites”. Não deixes ninguém bloquear, simplesmente, a tua liberdade de escolha.
Por cá e por lá, há tantas pessoas indecisas a deixar outros à espera de um franco diálogo, de uma chamada telefónica, de uma mensagem, de um simples “olá”, ou mesmo de um sorriso.
As pessoas indecisas, para mim, são incomodativas, pois não atam nem desatam; não atuam nem deixam atuar. Se queremos ser pessoas decididas, vamos ter que tomar um rumo de futuro e deixar de andar para trás e para a frente.
Não tenho paciência para esperar e acreditar em pessoas que não sabem o que querem. Mas também desconfio dos que dizem que nunca se enganam e raramente tem dúvidas. É normal o ser humano enganar-se e deparar-se com alguns obstáculos ao longo da vida. Mas também é mais do que normal que a partir daí, o ser humano, seja capaz de ter a inteligência suficiente de procurar soluções para esses inconvenientes. Vem mesmo a propósito as palavras poéticas de Fernando Pessoa: “Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo…”.
Ah! Já agora, por falar em decisões, dia 22 de setembro decide-te em quem vais votar! Eu já decidi!